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Seguradoras já estão a pagar sinistros relacionados com o mau tempo, sobretudo de menor dimensão

Associação Portuguesa de Seguradores salientou ainda que as participações de sinistros continuam a chegar às seguradoras a um "ritmo muito elevado".

05 de fevereiro de 2026 às 16:48

As seguradoras já estão a avançar com o pagamento de sinistros na sequência do mau tempo, sobretudo de menor dimensão, mas ainda não têm uma estimativa dos danos cobertos por seguros, indicou à Lusa a Associação Portuguesa de Seguradores (APS).

"As seguradoras já estão a efetuar pagamento de sinistros, sobretudo os de menor dimensão, e estão a agilizar e acelerar esses pagamentos", disse fonte oficial da APS à Lusa, acrescentando que "mesmo em situações em que os danos não estão totalmente apurados, as empresas de seguro estão a avançar com pagamentos parciais e a efetuar adiantamentos por conta das indemnizações devidas, para que os seus clientes possam iniciar a reconstrução e reparação dos danos sofridos".

Ainda assim, a associação admite que este é um processo que "irá demorar ainda algum tempo até que as indemnizações fiquem todas liquidadas uma vez que, sobretudo nos casos em que os danos são mais elevados, ele não depende apenas das seguradoras".

Quanto a estimativas sobre os prejuízos, que o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, disse que poderiam ascender a 4 mil milhões de euros, a APS apontou que ainda é necessário "aguardar pela estabilização da situação para se fazer o levantamento de todos os danos, esperar por orçamentos, apresentação de documentação diversa sobre equipamentos, stocks de empresas, avaliações de peritos" e outros elementos.

"A situação meteorológica ainda não está estabilizada, subsistem falhas nas redes de comunicação e as participações de sinistros ainda não foram todas feitas. Está em curso a recolha de informação", concluiu.

A APS salientou ainda que as participações de sinistros continuam a chegar às seguradoras a um "ritmo muito elevado".

Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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