Só nesta zona arderam cerca de 7 mil hectares de floresta.
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A Câmara da Sertã fez esta quarta-feira um balanço "trágico" dos incêndios de 15 e 16 de outubro, onde arderam sete mil hectares de floresta, tendo pedido ajuda ao Governo na procura de soluções para a falta de trabalho.
Em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, que se deslocou esta manhã a Oleiros e à Sertã, municípios do distrito de Castelo Branco, José Farinha Nunes, presidente da autarquia, disse ter feito um "balanço" do sinistro e alertado para a necessidade de "encontrar soluções para a falta de trabalho, nomeadamente na indústria da madeira".
Na Sertã, onde arderam cerca de 7 mil hectares de floresta nos dias 15 e 16 de outubro e que tem no setor madeireiro um dos principais motores da economia, os incêndios deste mês tiveram "consequências trágicas, que se juntam aos milhares de hectares de área florestal ardida ao longo deste ano", referiu.
"Percorrendo hoje o percurso das chamas é um balanço trágico e de trágicas consequências, em termos da economia local e nacional e em postos de trabalho", reiterou, tendo apontado para "oito casas de primeira habitação destruídas, total ou parcialmente, sete desalojados, três viaturas dos bombeiros queimadas pelas chamas" e ainda "uma pessoa desaparecida", para além da destruição ter atingido ainda arrecadações, palheiros e animais, entre outros.
"É uma situação de tragédia, com especial incidência nas freguesias de Troviscal e Pedrógão Pequeno, e que se vem juntar aos milhares de hectares ardidos este verão", frisou Farinha Nunes, para quem, embora "sem provas, não há dúvidas de mão criminosa e trabalho organizado".
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, José António Vieira da Silva, reúne-se hoje com os Presidentes das Câmaras Municipais de Oleiros, Sertã e Castelo Branco, e está a visitar locais afetados pelos incêndios nestes três concelhos para dar início ao levantamento dos prejuízos provocados pelos incêndios dos últimos dias.
As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 41 mortos e cerca de 70 feridos (mais de uma dezena dos quais graves), além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.
O Governo decretou três dias de luto nacional, entre terça-feira e quinta-feira.
Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos.
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