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Sindicatos alertam para risco de nova austeridade no pós-pandemia

Central sindical saiu à rua para mostrar que não se cala perante impacto da pandemia nos direitos dos trabalhadores.

02 de maio de 2020 às 09:57

Salários por inteiro em caso de layoff ou apoio à família, suspensão de despedimentos e reversão dos já realizados, transportes públicos reforçados e higienizados bem como regras obrigatórias de higiene e segurança no trabalho. Foram estas as principais exigências deixadas ontem pela CGTP no Dia do Trabalhador. Na rua ou nas redes sociais, tanto a CGTP como a UGT aproveitaram o 1º de Maio para alertar para riscos de nova austeridade no pós-pandemia.

"Alguns queriam calar-nos mas não nos calamos", afirmou Isabel Camarinha. No seu primeiro discurso de 1 de Maio, a secretária-geral da CGTP avisou que há um "aproveitamento que alguns fazem do vírus" para aplicar mais exploração. "Não estamos condenados a anos e anos de sacrifícios, a uma recuperação lenta, a um processo doloroso que implicará mais austeridade", juntou.

As lutas antigas - como a redução do horário para 35 horas semanais - foram também recordadas aos mil dirigentes que marcaram presença na Alameda, em Lisboa, uma das 24 cidades onde se mantiveram as comemorações na rua.

Já a UGT cancelou as iniciativas marcadas para Vila Real. O secretário-geral, Carlos Silva, recorreu a um vídeo para lembrar que a pandemia "não serve de pretexto para a diminuição de direitos e rendimentos".

A central sindical exigiu rapidez nos apoios para as empresas e famílias e sugeriu a criação de um "rendimento mínimo, sem condições" para quem ficou de fora das medidas extraordinárias. Para o regresso da economia, a UGT pede "doses de confiança massiva", com medidas reforçadas de segurança e de higiene no trabalho.

Costa avisa que "prioridade" é proteger emprego

António Costa assinalou o dia com uma publicação no Twitter, em que pediu união entre Estado e empresas na "prioridade" que é proteger o emprego. "Também no mercado de trabalho, a pandemia está a deixar as suas marcas", alertou no Twitter.

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