44 pessoas infetadas pela doença dos legionários.
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Aumentou para quatro o número de vítimas mortais do surto de legionella, que terá tido origem no Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa. A terceira vítima trata-se de uma paciente de 68 anos, que contraiu a doença na unidade hospitalar lisboeta, anunciou a Direção-Geral de Saúde em confererência de imprensa, esta manhã de sexta-feira. Sobre o quarto óbito, ainda não há informações disponíveis.
Número de vítimas mortais por legionella sobe para quatro
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou também que o número de infetados pelo surto aumentou para 44 casos, um dos casos confirmados esta sexta-feira. Três dos doentes estão internados nos cuidados intensivos.
Graça Freitas estima que o surto esteja em fase decrescente e que o número de novos casos diários passe a ser esporádico, podendo ser dado como controlado dentro de "poucos dias".
"Todos os doentes têm doenças crónicas e fatores de risco associados, quase todos são idosos, seis estiveram internados em unidades de cuidados intensivos", adiantou.
A diretora-geral da Saúde sublinhou que três doentes já tiveram alta e que, pelo menos, outros quatro têm alta programada.
"Apesar de tudo, muitos doentes estão a recuperar. A tendência é os doentes que recuperam terem alta. Há aqui um movimento positivo, de bom nível assistencial que permite que doentes internados voltem à sua casa e retomem a sua vida", prosseguiu.
"Também os dados de modulação matemática confirmam esta tendência. Se tudo acontecer como até agora, o número de casos diários será esporádico e o surto dado como controlado dentro de poucos dias".
Para já, os resultados das análises em curso ainda não são conhecidos, pelo que a DGS não se pronuncia sobre os mesmos.
Pelas contas da DGS, o período de incubação prolonga-se por 10 dias (até 14 de novembro), mas este organismo vai estar atenta até 20 dias após o contágio (que termina no dia 24).
"A probabilidade maior de acontecerem casos é até ao dia 14", disse.
Presidente destaca importância em se conhecer causas do surto
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou hoje ser "muito importante, por uma questão de transparência", saber-se a causa do surto de 'legionella' no Hospital Francisco Xavier, em Lisboa.
Manifestando pesar e solidariedade para com as famílias das vítimas de 'legionella', Marcelo Rebelo de Sousa recordou que o ministro da Saúde já anunciou que espera ter o relatório sobre as causas do surto em breve, possivelmente para daqui a uma semana, "para saber exatamente o que tinha provocado naquela unidade hospitalar aquilo que se verificou que aconteceu".
"É muito importante, por uma questão de transparência num serviço público, saber-se se a causa se localizou nesse serviço público, qual foi a causa e, portanto, a que conclusões chega o inquérito administrativo antes da investigação do Ministério Público", afirmou aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa dos 90 anos da marca Super Bock, em Leça do Balio, Matosinhos, no distrito do Porto.
O chefe do Estado considerou que, olhando para o número de doentes internados nos cuidados intensivos -- dois - e para o número de pessoas infetadas, tem a "sensação que o período de incubação terminou e que não é provável que haja um salto no número de casos e de casos graves".
Marcelo recordou que, desde o início deste surto, que se sabia que "havia uma incidência muito ampla, que havia centenas de pessoas" que podiam ser infetadas, tendo em conta o número de internados no hospital, de pessoas que prestam lá serviço e do número de visitantes, calculando-se através de "um modelo matemático" que poderia atingir entre quatro a seis dezenas de indivíduos.
"Também o modelo matemático demonstra que há uma percentagem de pessoas mais frágeis, que podem eventualmente ser atingidas de forma mortal, o que significava, olhando para as pessoas [internadas] nos cuidados intensivos, que podia aumentar o número", disse.
O Presidente notou ainda que "o número [de infetados] tem vindo a estabilizar" e que, "neste momento, há apenas duas pessoas nos cuidados intensivos".
Marcelo Rebelo de Sousa disse também que, "na história recente do Serviço Nacional de Saúde" este surto é "um caso excecional", não se encontrando "um caso análogo a este nos últimos tempos".
"Olhando para o SNS espalhado por todo o país não faz sentido estar a generalizar aquilo que aconteceu naquela unidade. Olhado para aquela unidade, também nunca aconteceu nada semelhante no passado, por isso é que é fundamental apurar a causa e conhecer as conclusões daquele inquérito que o senhor ministro em devido tempo disse que seria divulgado duas semanas depois", concluiu.
O Presidente da República considerou ser "sensato" esperar agora pelas conclusões do inquérito antes de "estar a dizer o que se tem de fazer".
"Antes de se conhecer o que se passou é um bocadinho difícil estar a dizer o que se tem de fazer. É evidente que já se sabe alguma coisa do que se passou, mas se há um inquérito que está prometido para daqui a uma semana ou pouco mais de uma semana. O sensato é: vamos esperar pelas conclusões do inquérito, vamos saber o que é que o inquérito obriga a retirar de lições, nomeadamente em termos de fiscalização, em termos estruturais, logísticos, em termos do que for. Não vamos estar prematuramente a dizer faz-se isto", concluiu.
O número de mortos provocado pelo surto de 'legionella' no Hospital São Francisco Xavier subiu para quatro, enquanto o número de casos de infetados aumentou para 44, anunciou ao início da tarde a Direção-geral da Saúde.
A 'legionella' é uma bactéria responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.
A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.
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