Centro prevê um investimento de cerca de dois milhões de euros.
O Túnel do Marão vai dispor de uma sala de emergência a partir de quinta-feira, dia em que o Governo apresenta os novos planos de atuação da infraestrutura rodoviária e anuncia a data para um simulacro de incêndio.
A Infraestruturas de Portugal (IP) informou esta terça-feira que a sala de emergência do Túnel do Marão fica instalada no edifício do centro de controlo localizado junto à saída da galeria norte, sentido Vila Real/Amarante. A IP não especificou, no entanto, a forma como esta estrutura vai funcionar.
Os secretários de Estado das Infraestruturas, Guilherme d'Oliveira Martins, e da Proteção Civil, Artur Neves, vão estar juntos na quinta-feira no Túnel do Marão, o maior da Península Ibérica, que possui 5.665 metros e está incluído no Autoestrada 4 (A4).
O evento inclui a assinatura de um protocolo de colaboração entre a IP, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública e Cruz Branca de Vila Real.
À agência Lusa, o presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, disse que uma "equipa de três bombeiros estará em permanência no Túnel do Marão, preparada para uma intervenção imediata em caso de acidente ou incêndio".
O autarca adiantou ainda que estarão afetos à infraestrutura "16 a 18 bombeiros", que atuarão em turnos.
A 11 de abril o Ministério das Infraestruturas anunciou a apresentação, nesta quinta-feira, dos novos planos para o túnel e a data para a realização de um simulacro de incêndio dentro da infraestrutura.
A elaboração do Plano de Prevenção e a revisão dos planos de Emergência Interna e Prévio de Intervenção foram determinados por um despacho conjunto dos secretários de estado da Proteção Civil e das Infraestruturas, tendo sido entregues ao Governo, em março, pela IP e pela ANPC.
O despacho conjunto foi publicado a 08 de fevereiro e surgiu na sequência do inquérito ordenado ao incêndio num autocarro que ocorreu em junho de 2017, dentro do túnel do Marão, que não provocou feridos, levou ao encerramento da infraestrutura e originou muitas críticas relacionadas com a segurança.
Na sequência do incêndio no autocarro em junho de 2017, o secretário de Estado da Proteção Civil ordenou à ANPC a realização de um inquérito para avaliação da resposta operacional à ocorrência.
Entretanto já se se registaram mais dois incêndios em viaturas dentro da infraestrutura. Em todos os casos não se registaram vítimas, contudo, o túnel ficou fechado ao trânsito por diferentes períodos de tempo.
O relatório ao primeiro incidente apontou lacunas na resposta ao incêndio. O documento revelou um hiato temporal de 36 minutos entre o alerta inicial e o início do combate e aconselhou uma revisão dos procedimentos para agilizar a chegada dos meios.
O relatório ao incidente fez ainda referência ao centro de controlo de trânsito, localizado junto à saída de Amarante, considerando que deveria ser reaberto para fazer uma ligação operacional, a articulação, assistência, intervenção e apoio com os agentes de proteção e socorro.
Este centro foi desativado e transferido para as instalações da IP, em Almada.
Na quinta-feira, o secretário de Estado da Proteção Civil vai ainda presidir à assinatura de um protocolo com vista à construção do Centro de Proteção Civil de Vila Real, junto ao aeródromo.
Este centro prevê um investimento de cerca de dois milhões de euros e concentrará os meios da proteção civil distrital, municipal e ainda o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR.
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