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Várias estradas do distrito de Setúbal cortadas devido a inundações

Proteção Civil alerta para a saturação dos solos e para a possibilidade de agravamento das condições climatéricas ao longo da tarde.

04 de fevereiro de 2026 às 16:05

Várias estradas do distrito de Setúbal estão cortadas devido a inundações, com Seixal, Almada e Palmela entre os concelhos mais afetados, segundo a Proteção Civil da Península de Setúbal.

Em declarações à Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal adiantou que, às 11h00, os concelhos mais afetados pelas condições meteorológicas adversas eram Seixal, Almada e Palmela, com várias estradas interditas à circulação automóvel.

Entre as estradas cortadas devido a inundações contam-se a Estrada Nacional (EN) 5, no troço do Poceirão, encerrada desde as 09h00, a EN 377, entre Alfarim e o Marco do Grilo, nos concelhos de Sesimbra e Seixal, e a EN 379-2, que liga os municípios de Palmela e a Moita, na zona de Vale de Touros.

A circulação automóvel também está interrompida na EN 11-2, entre a Fonte da Prata e Alhos Vedros, no concelho da Moita, devido à acumulação de água na via, indicou a mesma fonte.

Devido às condições meteorológicas adversas, registou-se também uma derrocada de areias numa via de acesso ao IC-20, na zona da Costa de Caparica, em Almada, junto ao Hospital Garcia de Orta, o que levou ao corte temporário da circulação durante cerca de três horas, entre as 08h00 e as 11h00, situação que, entretanto, já foi resolvida.

Durante a manhã desta quarta-feira, o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal registou um acidente de viação na A2, em Palmela, uma colisão entre um veículo pesado de transporte de produtos perigosos e uma viatura ligeira, de que resultou um ferido ligeiro.

O acidente provocou também um derrame na via, que condicionou o trânsito no sentido sul/norte, e obrigou a um corte total no sentido norte/sul. A circulação automóvel foi totalmente restabelecida às 12h05.

Para o local foram mobilizados meios dos bombeiros de Palmela, Sapadores de Setúbal e Barreiro, bem como a GNR e a concessionária Brisa, num total de nove veículos e 26 operacionais.

No concelho de Almada, segundo fonte da autarquia, foi ainda registada a queda de um muro que afetou um lar de idosos na Charneca da Caparica.

A queda do muro, adianta a mesma fonte, não fez vítimas, mas provocou danos no edifício, estando agora o assunto com a Segurança Social.

A autarquia avança ainda que as zonas sensíveis no município são a frente ribeirinha do cais fluvial do Porto Brandão a São João da Caparica, o bairro do segundo torrão e a Cova do Vapor e que foram pedidas equipas técnicas de emergência à Administração do Porto de Lisboa.

Há ainda avanço do mar em toda a frente litoral de Almada, com zonas de apoio balnear em risco até à praia da Fonte da Telha.

A circulação no paredão da Costa da Caparica está interditada, e a autarquia alerta que existe particular preocupação com esta zona porque continua a haver circulação de pessoas que pretendem ver a força do mar.

A Proteção Civil alerta para a saturação dos solos e para a possibilidade de agravamento das condições climatéricas ao longo da tarde.

Portugal continental está agora ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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