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Venda de lojas exclui salários

Cadeia Spar comprou 12 supermercados por 750 mil euros.

11 de abril de 2016 às 09:30

Os 78 trabalhadores dos antigos supermercados Alisuper que vão passar a trabalhar para a cadeia holandesa Spar, depois da compra de 12 lojas, continuam sem receber os salários em atraso.

O negócio foi concretizado no final de março por 750 mil euros, na sequência do processo de insolvência da empresa da N&F, do grupo Nogueira, que acumula um passivo de mais de 35 milhões de euros. A compra envolve a transmissão por trespasse de 12 lojas (três em Albufeira, duas em Lagos e uma em Algoz, Armação de Pera, Boliqueime, Monte Gordo, Portimão, Silves e Vila Nova de Cacela), os postos de trabalho de 78 pessoas e as mercadorias que ainda existem dentro das lojas. No entanto, segundo revelou ao CM Maria José Madeira, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços, os salários em atraso ainda não foram pagos e "terão que ser reclamados na assembleia de credores", que irá ser realizada no dia 26 de abril, no Tribunal de Viseu, onde decorre o processo de insolvência.

Os funcionários das 12 lojas foram surpreendidos com um novo contrato de trabalho para assinar dois dias antes da entrada em vigor, no dia 23 de março. Ficaram a saber que iam ter um novo patrão e que iria assumir os seus direitos de antiguidade mas não os salários em atraso. Atualmente estão a fazer os inventários das lojas, que estão todas fechadas. Não há ainda data para a reabertura já com a marca Spar. Os salários em atraso destes trabalhadores somam 150 mil euros.

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