Representação das mulheres na tecnologia na Europa cai para 19%

Só 13% dos cargos de gestão em tecnologia são ocupados por mulheres.

06 de março de 2026 às 08:31
Representação das mulheres na tecnologia na Europa cai para 19% Foto: Mariline Alves
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As mulheres representam 19% das funções tecnológicas na Europa, abaixo dos 22% registados em 2022, segundo um estudo da McKinsey & Company, esta sexta-feira, publicado.

"As mulheres representam hoje apenas 19% das funções tecnológicas na Europa, uma queda face aos 22% registados em 2022, num momento crítico para a ambição europeia em inteligência artificial", indicou, em comunicado.

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De acordo com o estudo "Women in Tech and AI in Europe: Can the region close its gender gap?", apesar de se verificar um aumento da participação feminina em cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês), essa evolução não se traduz numa presença proporcional no mercado de trabalho tecnológico.

Só 13% dos cargos de gestão em tecnologia são ocupados por mulheres e 8% no caso dos cargos de direção e c-level (nível sénior executivo).

A análise concluiu que as mulheres estão sobre representadas em áreas como gestão de produto (39%) e 'design' (53%). No entanto, estas representam uma "pequena fração da força de trabalho tecnológica", onde a procura tem vindo a diminuir.

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Áreas como Inteligência Artificial, dados, infraestrutura e engenharia de 'software' estão a crescer, mas a representação feminina é "significativamente inferior".

A McKinsey estima que 17% das competências atuais podem tornar-se predominantemente automatizadas pela IA.

Mais de 70% vão passar a ser desempenhadas em modelo híbrido, ou seja, combinando o trabalho humano e a tecnologia, e 11% vão continuar centradas nas pessoas.

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Quase 50% das mulheres reportaram situações de preconceito ou descriminação no último ano e 82% garantem que precisam de provar mais as suas competências do que os homens.

"Num momento em que a Europa procurar acelerar a sua competitividade em inteligência artificial, não mobilizar plenamente o talento feminino representa um risco estratégico", considerou, citada na mesma nota, a sócia associada da McKinsey Rita Calvão.

Este estudo, que abrange os 27 Estados-membros, integra dados do Eurostat, do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) e do Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências.

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O McKinsey acedeu ainda a dados do LinkedIn de mais de 500 empresas e 37 países da Europa.

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