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Investigação alerta para impacto de vídeos curtos no desenvolvimento cognitivo de crianças

Vídeos curtos podem causar "falta de concentração, ansiedade social e dúvidas sobre si próprio".

15 de fevereiro de 2026 às 07:17

Duas investigadoras da Universidade de Macau concluíram que vídeos de formato curto usados nas redes sociais e vistos em "scrolling" nos telemóveis impactam negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças, podendo causar ansiedade social e insegurança.

"O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e dúvidas sobre si próprio", explicou em declarações à Lusa Wang Wei, académica da área da Psicologia Educacional da Universidade de Macau (UM), autora do estudo "Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes rurais chineses".

"Esta conceção do vídeo curto pode ser particularmente perigosa para as crianças", alertou a investigadora. "A nossa investigação indica uma correlação direta: quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola", prossegiu Wang.

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