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MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Robôs que interagem com humanos poderão ter no futuro "acreditação ética"

Ética na robótica não visa "banir a tecnologia" ou "estrangular a inovação" defende professora de Ética e Robótica.

06 de novembro de 2018 às 16:32

Robôs prestadores de cuidados ou capazes de dar gratificação sexual poderão no futuro ter uma espécie de "acreditação ética", afirmou esta terça-feira uma especialista em ética na inteligência artificial.

Aimee van Wynsberghe, que preside à Fundação para uma Robótica Responsável, afirmou que em meados do ano que vem deverá haver um "protótipo" de uma "marca de qualidade" a aplicar a produtos robóticos.

Falando na Web Summit, em Lisboa, afirmou que a ética é já uma preocupação de empresas da área da inteligência artificial e robótica, à medida que robôs vão sendo criados para áreas que dependem tradicionalmente de uma "relação empática" entre seres humanos, como os cuidados de saúde e o sexo.

À medida que a tecnologia avança, é preciso colocar questões como: "queremos mesmo idosos ou crianças com companheiros robóticos em vez de companheiros humanos?" ou "queremos providenciar a idosos ou deficientes apoio na forma de gratificação sexual" usando robôs?

Para Aimee van Wynsberghe, professora de Ética e Robótica na universidade Técnica de Delft, na Holanda, "é o momento perfeito para investigar outros interesses, aspetos, imagens e preferências" sexuais na conceção de robôs destinados ao sexo, que atualmente são dominados por uma cultura "pornográfica que usa o corpo feminino".

Defendeu que introduzir a ética na robótica não visa "banir a tecnologia" ou "estrangular a inovação".

Minutos antes, no mesmo palco instalado num dos pavilhões da FIL, uma empresa sueca tinha apresentado a milhares de pessoas na audiência o Furhat, um chamado "robô social" com uma programação que lhe permite interagir com seres humanos com caras diferentes para funções diferentes.

Do tamanho de um busto, o Furhat demonstrou em palco como consegue ensinar línguas ou servir para dar indicações a passageiros num aeroporto.

A falar japonês ou a pedir uma cerveja, o Furhat muda de "personalidade", de género e de cara. O robô pode até ter cara de cão e falar como uma personagem de desenho animado, bastando trocar a capa que lhe cobre a parte da frente da cabeça e na qual é projetada a cara adequada à função que está a cumprir.

"Criar uma tecnologia mais humana" foi o voto final da voz monótona de sotaque americano do robô Furhat, num discurso ao som de Vangelis.

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