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Zuckerberg lamenta demora do Instagram a identificar menores de 13 anos

Rede social esperou até 2019 para começar a pedir a data de nascimento das pessoas quando criavam uma conta, antes de alargar este requisito a todos os utilizadores em 2021.

18 de fevereiro de 2026 às 20:32

O presidente executivo da Meta lamentou esta quarta-feira publicamente a demora do Instagram em identificar eficazmente os utilizadores com menos de 13 anos, que teoricamente estão proibidos de utilizar a rede social, durante uma audiência num tribunal de Los Angeles.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi esta quarta-feira ouvido num tribunal civil de Los Angeles no âmbito do processo contra a Meta e o Google, acusados de terem deliberadamente concebido, respetivamente, as plataformas Instagram e YouTube de forma a torná-las viciantes para os jovens utilizadores, alegações que as empresas refutam.

O Instagram esperou até 2019 para começar a pedir a data de nascimento das pessoas quando criavam uma conta, antes de alargar este requisito a todos os utilizadores em 2021.

"Adicionámos novas ferramentas (de deteção) ao longo dos anos", observou o cofundador do Facebook, citado pela AFP.

No entanto, "penso que poderíamos ter chegado a este ponto mais cedo", admitiu.

Durante a audiência, o advogado de acusação, Mark Lanier, apresentou um documento interno de 2018 que estimava, em 2015, que existiam quatro milhões de contas de Instagram pertencentes a crianças com menos de 13 anos.

Na altura, o Instagram estimava que 30% das crianças dos 10 aos 12 anos nos Estados Unidos estavam na plataforma.

A plataforma utiliza agora ferramentas de identificação que a ajudam a verificar a idade de uma pessoa, principalmente com base no conteúdo e nas interações.

Este processo visa auxiliar os 12 jurados de um tribunal civil de Los Angeles a determinar se os executivos da Google e da Meta, bem como das respetivas subsidiárias, o YouTube e o Instagram, conceberam as suas plataformas de forma consciente para incentivar o consumo descontrolado por parte dos jovens utilizadores da Internet.

O caso gira em torno de Kaley G.M., uma californiana de 20 anos que foi exposta, ainda muito jovem e intensamente, a vários sites, entre os quais o YouTube e o Instagram.

O julgamento é considerado um caso-teste para as dezenas de processos judiciais semelhantes que estão em curso nos Estados Unidos.

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