Amazon e Google com resultados desastrosos
Dois gigantes da internet perderam milhões no primeiro trimestre do ano.
Jeff Bezos sofreu mais um murro no estômago. Depois de ter caído para segundo lugar na lista dos homens mais ricos do Mundo - ultrapassado por Elon Musk -, o fundador da Amazon viu a gigante do comércio eletrónico registar prejuízo pela primeira vez desde 2015: menos cerca de 3,6 mil milhões de euros. Isto apesar de as receitas terem subido 7%, para 110,7 mil milhões, o crescimento mais lento da empresa nas últimas duas décadas.
Quem também começou o ano da pior maneira foi a Alphabet, dona da Google e do YouTube, que viu os lucros caírem 8,3%, para perto de 15,6 mil milhões, muito aquém das previsões dos analistas. Para compensar, as receitas aumentaram 23%, para 64,6 mil milhões, muito graças à publicidade online, que representa mais de 80% da sua faturação, o que a torna dominante no mercado. No caso da Meta, os resultados podem não parecer animadores mas superaram as expectativas. A dona do Facebook viu os lucros caírem 21%, para 7 mil milhões de euros e as receitas subirem 7%, para cerca de 26,5 mil milhões.
A crise, contudo, não parece afetar a Microsoft, cujo lucro foi de cerca de 15,65 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, o que representa um aumento de 48%. As receitas, por sua vez, foram de cerca de 46,9 mil milhões (mais 18%). Também a Apple canta vitória, com ganhos de 23,8 mil milhões (mais 5,8%), enquanto o Twitter, recém-adquirido por Elon Musk, apresentou lucros de cerca de 487,5 milhões, sete vezes mais do que no período homólogo de 2021. A rede social faturou perto de 1,1 mil milhões em receitas (subida de 16%).
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