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Mais de metade dos jovens expostos a violência online

Mais de um quinto dos entrevistados, entre os 10 e os 21 anos, dizem ter sido vítimas de comentários depreciativos ou ofensivos nas redes sociais e 12% foram assediados.

25 de janeiro de 2026 às 01:30

Jovens entre os 10 e os 21 anos foram expostos online a discursos de ódio, violência, informação sobre automutilação ou suicídio de forma involuntária, pois a maioria (61,1%) não procurou esses conteúdos - e 67,1% afirmaram ter ficado perturbados -, revela um estudo da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, o 1.º do género feito em Portugal, e que entrevistou 2071 pessoas.

Testemunharam discurso de ódio 47,2% e 45,3% visualizaram material violento, ao passo que 39,7% viram conteúdos que retratavam consumo de drogas. Informação sobre automutilação chegou a 36,6% dos jovens; material que promovia hábitos alimentares não saudáveis atingiu 35,3% e 33% visualizaram conteúdos sexualizados. Um em cada sete jovens (14,9%) foi exposto a conteúdos que descreviam formas de cometer suicídio, descreve a publicação da FPCEUP.

Quanto ao cyberbullying, 21,9% dos jovens receberam comentários online rudes ou ofensivos e 14% viram circular rumores sobre si. Perto de 12% experienciaram assédio online ou sentiram-se incomodados e 10,8% dos jovens inquiridos disseram que alguém partilhou informação privada sobre eles na Internet.

A navegação nas redes sociais continua a ser a atividade online preferida, com 46,4% a referirem passar mais de três horas por dia nestas plataformas digitais.

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