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A stripper mal feitinha

Leonor Sousa – a mais recente moradora da Baracha –, quando decidiu dar vida à ‘stripper’ ‘Gabriela’ no Club Champagne, tinha de si uma imagem de mulher pouco ou nada fatal.

12 de maio de 2005 às 00:00

No livro que recentemente lançou – ‘Diário de uma Stripper: Amanhã à Mesma Hora’ – a ‘sex bomb’ confessa, em algumas passagens, ser “mal feitinha” e uma “verdadeira mona”. Um complexo de inferioridade que aparentemente procura esconder através da busca constante pela perfeição.

“Não sou nada [gira]. Eu tenho as mamas pequenas e as estúpidas das estrias”, lê-se no livro. E na luta pela imagem ideal Leonor colocou silicone no peito – o que lhe deixou cicatrizes – e as dietas fazem parte da sua rotina diária. Na obra, a bióloga faz questão de dar a conhecer o que come ou deixa de comer e quando tem um almoço mais farto ou se deleita com um doce revela sempre sinais de arrependimento.

Mas, no reverso da medalha, a ‘patinha feia’ adora ser “admirada e venerada” pelo sexo masculino e invejada pelas mulheres. Esta foi mesmo a razão principal que a levou a apostar na carreira de dançarina erótica durante nove meses, a par do pagamento da dívida “monstruosa” do cartão VISA, fruto ao vício das compras.

“Notei que os homens as olhavam [‘strippers’] com admiração, quase veneração, e pensei: Quero ser uma delas! Também quero que olhem para mim assim!”, lê-se.

Seja uma ida à praia, saída à noite ou às compras, Leonor faz questão de ser o centro das atenções masculinas e fica orgulhosa quando os olhos se viram para a ver, porque alimenta-lhe o “ego”. Mesmo sendo “mal feitinha”, como consta da sua mensagem de ‘voicemail’.

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