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Anunciantes atacam canais generalistas

À revelia das televisões do cabo, RTP, SIC e TVI decidiram sozinhas recontratar a GfK para medir audiências.

10 de novembro de 2018 às 20:52

A Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN) manifestou-se surpreendida em relação ao anúncio por parte da RTP, SIC e TVI de que "tencionam celebrar um novo acordo com a empresa GfK [que presta serviços de medição de audiências televisivas]", excluindo "os restantes operadores televisivos".

A APAN sublinha que tal anúncio materializa "o rompimento unilateral por parte destes operadores televisivos do consenso existente há oito anos no seio da CAEM - Comissão de Análise de Estudos de Meios (…), consenso que permitiu o estabelecimento de soluções técnicas merecedoras da confiança de todos os interessados, contribuindo para o desenvolvimento da atividade publicitária e facilitando o financiamento da atividade televisiva".

"Os anunciantes não aceitam e lamentam que seja colocada em causa uma instituição de autorregulação como a CAEM, que tem dado provas da sua utilidade e que possa, assim, ficar abalada a confiança gerada ao longo dos últimos anos", defende a APAN e a sua secretária-geral, Manuela Botelho, garantindo que a associação que lidera "foi sempre intransigente na defesa de um modelo de medição de audiências fiável e transparente, adaptado aos novos desenvolvimentos tecnológicos".

Ao CM, a SIC recusou-se a fazer quaisquer comentários e a TVI, até ao fecho desta edição, não reagiu ao comunicado.

O contrato com a GfK, recorde-se, cessa a 31 de dezembro, não há acordo possível e por isso a RTP, a SIC e a TVI decidiram, unilateralmente, renovar a contratação dos serviços de medição de audiências desta empresa.

Sport TV corta sinal à Nowo

A estação de canais desportivos relata que "o contrato da Sport TV com a Nowo terminou em julho de 2018" e adianta que as partes estavam a negociar a renovação desde fevereiro.

"Não foi possível até julho chegar a novo acordo", revela. Além da renovação do contrato, está em causa uma "elevada dívida vencida que a Nowo tinha já nessa data perante a empresa, e que continua por liquidar".

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