João J. esforça-se para promover valores morais, enquanto que Cátia e Marco trocam carícias sem pudor. Religião e sexo andam de mãos dadas na casa mais vigiada do País
A religião e o sexo são temas recorrentes na actual edição da ‘Casa dos Segredos’. Quando o assunto é ‘Igreja’ os ânimos ficam quentes, as opiniões divergem e cada um defende com unhas e dentes aquilo em que acredita. Também o ‘sexo’ já deu muita discussão, além de imagens quentes debaixo dos edredões.
Se há tema que já não é segredo é a virgindade de João J. Nos primeiros dias do programa, a par do acordeão, o terço foi um dos objectos de que o concorrente não se separou, e era habitual encontrá-lo a rezar, levando muitos a julgar que o seu segredo estaria ligado à religião. Não estava, mas o alvo não andava longe, e se não tivesse sido expulsa logo na segunda gala, Delphine poderia ter sido uma companheira de oração de João J., já que está a estudar para freira, mas "as pessoas não vêem o programa em busca de valores ou modelos", diz à Correio TV o padre José Luís Borga, rejeitando assim a possibilidade destes concorrentes serem encarados como um exemplo da doutrina cristã. "Ele não representa a Igreja e, portanto, a sua participação não é positiva nem negativa", comenta. Nem mesmo sobre a possibilidade de o programa ser uma oportunidade para mostrar que a religião cativa os mais jovens, como Delphine pretendia, convence. "Ninguém iria para ali por motivos religiosos", aponta, acrescentando que "um contexto em que as pessoas se colocam num aquário à mercê dos outros não é dignificante". Já o padre Vítor Melícias diz não acompanhar o programa, mas afirma que ‘liberdade’ é diferente de ‘libertinagem’, e esta "é disparatada e mesmo anti-social".
A João J. e Delphine junta-se Miguel (esta semana nomeado com João M.), apesar de admitir não seguir à risca os ditames da sua religião. O psicólogo, filho de um bispo mórmon, religião que ‘proíbe’ relações sexuais antes do casamento, álcool, tabaco ou adultério, já assumiu ser ‘mulherengo’. Apesar de tudo, ainda não se envolveu com ninguém dentro da ‘casa’. Já cá fora as coisas poderão ser diferentes, com a promessa de um encontro romântico com Bruna, concorrente que nunca chegou a entrar no reality show, mas que tem sido protagonista de algumas visitas-surpresa nas últimas galas.
Mas até Marco já afirmou que "ninguém é mais católico" do que ele. Cátia também já se confessou uma mulher de fé e disse frequentar a Igreja do Evangelho. No entanto, apesar de invocarem a importância da religião nas suas vidas, estes concorrentes são bons exemplos de uma visão mais liberal sobre o sexo. Marco e Cátia, aliás, foram protagonistas de cenas quentes no reality da TVI, ao envolverem-se, respectivamente, com Susana e Carlos. A saída da namorada do pasteleiro aproximou-o de Cátia e a jovem que já trabalhou num cabaré tem-se esforçado por o seduzir.
Susana já está fora da ‘Casa dos Segredos’, mas a stripper aproveitou a passagem pelo programa para desmistificar preconceitos sobre a profissão, que partilha com outro concorrente, Paulo, também ele com experiência de stripper. "Falei abertamente, expliquei como as coisas funcionavam, é uma profissão igual às outras e muitas pessoas apontam o dedo, mas não percebem", conta à Correio TV. Sobre os colegas na casa, garante que "não houve maldade nenhuma" nas perguntas. Mas Daniela S. não poupou nas críticas quando se envolveu numa acesa discussão com Daniela P. sobre a definição de prostituição. Para a psicóloga não são os montantes envolvidos que fazem a diferença, mas a jovem lisboeta, que já posou para a revista masculina ‘Penthouse’, distingue prostitutas de acompanhantes de luxo.
As conversas não despertaram a curiosidade do ‘virgem’, que até se recusou a assistir com os colegas a um filme sobre homossexualidade. "O João J. não se envolve muito, nós explicamos, mas ele fica num canto, vai para o quarto ou não dá a sua opinião. Não tenta perceber, mas respeita tudo e todos", diz Susana. A ex-participante reconhece que teve receio da reacção do público, mas nunca ponderou esconder a sua ocupação. No final, o balanço é positivo: "Não acho que me tenha prejudicado, não me senti julgada".
Na primeira edição de ‘Casa dos Segredos’, Andreia Leal assumiu ser acompanhante de luxo. "Num programa destes, em horário nobre, é preciso cuidado com os segredos, bastante delicados, porque há sempre um nicho de pessoas que não nos vê com bons olhos", refere. Mas Andreia não sente que a exposição tenha sido negativa: "Não fui mal recebida, a sociedade está bastante mais evoluída do que estava à espera. As pessoas adoraram a Andreia e não tentaram ver a Vivian [nome com que se apresentava enquanto acompanhante de luxo]. Apesar de considerar que a experiência "foi vantajosa", e que resultou em várias propostas de trabalho "para presenças, representar marcas e fazer telenovelas", a ex-concorrente acredita "em falsos moralismos". "Se calhar, se queremos enveredar por um trabalho noutra área, pode ser o calcanhar de Aquiles".
Chegar a este punhado de concorrentes que quase se podem dividir em duas equipas é fruto de um longo processo de selecção que começou com a análise aos 80 mil inscritos no programa. Após uma pré-selecção, entrevistas com psicólogos e testes médicos, os milhares ficaram reduzidos a cerca de 50 indivíduos, que se destacaram pelas histórias de vida. "O seu passado foi alvo de uma pesquisa intensa, com uma equipa a contactar familiares e amigos. Temos de saber toda a sua história", explica à Correio TV Lurdes Guerreiro, directora-geral da Endemol Portugal. Por fim, a TVI e a produtora juntam-se para escolher os finalistas. "Procuramos, essencialmente, pessoas interessantes e com personalidades diferentes", conclui.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.