Um mês e meio após a estreia no horário nobre da SIC, a telenovela ‘Floribella’ chega a ser o programa mais visto da estação e conquista também algum do público de ‘Morangos com Açúcar’, da TVI.
Produzido por Teresa Guilherme, o novo formato tem por protagonista uma jovem de 20 anos, Luciana Abreu, que assume esta guerra na ficção portuguesa.
- Como sentiu a morte de Francisco Adam, o actor dos ‘Morangos com Açúcar’?
- Nós, jovens, temos muitos sonhos. Com o começo da nossa carreira, vemos alguns deles realizarem-se e, quando a nossa vida começa a correr bem, acontece uma tragédia daquelas… Foi muito triste. O Francisco Adam era um grande actor.
- ‘Floribella’ foi criada para fazer concorrência aos ‘Morangos com Açúcar’. Como comenta o desempenho da novela da SIC?
- Estamos muito colados aos ‘Morangos’. Houve até um dia em que ultrapassámos a série da TVI. Chegámos a ter um share de 40 por cento. Verifica-se que os telespectadores estão a começar a aderir a esta telenovela, que é alegre e cheia de cor.
- Preocupa-se em estar ao corrente das audiências do seu trabalho?
- Preocupo-me, porque este é um trabalho de equipa e todos nós estamos a esforçar-nos muito para fazer esta produção.
- A telenovela está em exibição há um mês e meio. Que balanço faz do seu trabalho?
- Não faz ideia do apoio que tenho recebido de actores, realizadores, produtores, operadores de imagem… Todos me têm ajudado muito. Imagine que até os funcionários da cantina são meus amigos e se preocupam comigo... Insistem em dar-me bananas, porque são ricas em potássio… Tudo isto me dá uma força interior enorme e vontade de aprender e melhorar sempre mais.
- Que recorda do seu primeiro dia de gravações nos estúdios?
- Tinha as mãos a suar, dores de barriga, a boca seca, o olho a tremer... Tudo era novidade.
- Como ultrapassou isso?
- Pensei que era a minha oportunidade e que não a podia desperdiçar. Tinha de fazer por merecer estar ali e dar o meu melhor. Ainda hoje, todos os dias penso nisso.
- Qual foi a cena mais complicada que interpretou?
- Cada cena é um desafio novo, mas a festa da espuma foi a mais complexa. Além da máquina de fazer espuma havia muita gente em cena, nomeadamente figurantes. Passámos um dia inteiro metidos na espuma, molhados...
- Como foi a sua reacção quando se viu pela primeira vez a representar?
- Foi estranhíssimo. Não gostei de muita coisa… Custou-me muito ver alguns erros. Nem da minha voz gostei. Mas vou batalhar muito e há-de chegar o dia em que gostarei de me ver representar no pequeno ecrã.
- Que acontecerá ao seu sotaque nortenho?
- Faço questão de o manter. Além do mais, a Flor é do Porto.
- Há algum ponto comum entre si e a protagonista de ‘Floribella’?
- A vontade de lutar pelos ideais.
- E qual é o seu ideal?
- Ser feliz.
- E como acha que pode ser feliz?
- Realizando os meus sonhos e ajudar quem puder, se estiver ao meu alcance.
- Alguma vez pensou ser actriz?
- Em criança brincava muito com a minha mãe e construía mundos de fantasia à minha volta.
- Qual a melhor recordação que guarda dos seus tempos de escola?
- As festas do ‘Chuva de Estrelas’ que organizávamos no final de cada ano lectivo. Era muito divertido.
- O seu grupo de amigos mais chegados é composto mais por rapazes ou raparigas?
- Acho que mais raparigas.
- Está ali um grupo de alunos a pedir-lhe autógrafos…
- Sabe, hoje é a primeira vez que saio à rua… Passo os dias entre a casa e os estúdios desde que começou a telenovela. Agora estou a perceber que já não passo despercebida…
- Como são os horários desde que começou a telenovela?
- Entro às 08h00 nos estúdios e costumo sair por volta das 20h00. Sigo para casa, janto, tomo banho, leio os textos e quando dou conta já estou a ressonar… (risos). No dia seguinte levanto-me às 07h00 e recomeço tudo, mas vale a pena.
- Que faz aos fins-de-semana?
- Não saio de casa. Os sábados são passados a dormir e os domingos a ver filmes com a minha mãe e as minhas duas irmãs.
- A família mudou de vida por sua causa?
- É verdade, viemos todas morar para Lisboa. Ficámos mais afastadas da família, dos avós, dos tios, dos primos… Temos de lá ir de vez em quando matar saudades de todos.
- De loira passou a morena. Como se sente com o seu novo visual?
- Muito bem. É sempre engraçado mudar radicalmente, não é?
- E como se dá com as extensões?
- Foi estranho. Sei que a primeira vez que atirei a cabeça para trás ia caindo… por causa do peso da cabeleira… Não estava habituada. Mas agora tenho novas extensões. Estas são mais leves, porque são feitas com cabelo natural. Nem me lembro que as tenho. E Deus queira que tenha de ficar com elas ainda durante muito tempo…
- De que mais gosta no guarda-roupa e adereços da Flor?
- Gosto de tudo. É tudo muito colorido, muito alegre, muito condizente com o carácter da Flor.
- Está é condenada a andar de ténis?
- Sempre. Mas tenho ténis novos, altos, baixinhos...
- Acha que a moda da ‘Floribella’ vai pegar?
- Acho que já pegou! Como na altura dos ‘Ídolos’ pegou a ‘borboleta’.
- Entre o ‘Ídolos’ e esta telenovela, como se ocupou profissionalmente?
- Representei Portugal na Eurovisão, em Kiev, depois fiz vários espectáculos pelo País. Entretanto, regressei à escola, onde estava a tirar Acção Social (11.º ano) e fui trabalhando como manicura no cabeleireiro da minha tia, em Vila Nova de Gaia.
- Como era o dia-a-dia de um trabalho de manicura?
- Fiz muitas amizades entre as clientes e aprendi a tratar de unhas. Fazer manicura é uma arte.
- Em miúda via muita televisão?
- Sempre vi muito televisão. Excepto agora, por falta de tempo. Quando chego a casa a horas vejo a ‘Floribella’, na SIC.
- Qual a série ou programa que mais a marcou?
- Foi o filme ‘ET’. Pegava na cassete e via-a dúzias de vezes, voltava para trás a fita e voltava a vê-la. Fascinava-me ver o ET de bicicleta a passar em frente à lua… E via sempre o Festival da Canção. Era um programa que me atraia. E o ‘Chuva de Estrelas’.
- Muito. Adoro doces, chocolates e caramelos.
- Não se preocupa com o peso?
- Não, porque quanto mais enervada ando, menos como.
- Que conhece de Lisboa?
- O Bairro Alto, as Docas, alguns centros comerciais… Mas estes locais que acabo de citar conheci-os todos antes de vir para Lisboa e de começar as gravações da telenovela. Agora o que conheço muito bem são os estúdios de Bucelas (risos).
- Que faz ao dinheiro que está a ganhar?
- Limito-me a guardá-lo no banco. Neste momento, não tenho tempo nem para pensar em investimentos...
TELENOVELAS JUVENIS TESTAM NOVAS FÓRMULAS
A ESCOLA DE REALIZAÇÃO BRASILEIRA
Criada para cativar os jovens, ‘Floribella’ lidera na SIC (a 8 de Maio foi o mais visto, com 11,4% de audiência e 27,6% de share). Para dirigir esta novela, a SIC contratou Rodrigo Riccó, filho do realizador brasileiro Atíllio Riccó, que fez o êxito de ‘Morangos com Açúcar’ (TVI).
UMA VOZ PORTENTOSA
Em 1993, Luciana Abreu, com 13 anos, venceu ‘Cantigas da Rua’, e em 2005 foi finalista de ‘Ídolos’ (ambos na SIC). Nesse ano, Luciana e Rui Drumond (finalista de ‘Operação Triunfo’) foram escolhidos pela RTP para representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, em Kiev. O duo 2B’s interpretou o tema ‘Amar’.
A novela da SIC é a preferida, logo a seguir a ‘Morangos’, da TVI.
O visual colorido e infantil de ‘Floribella’ está a fazer moda, desde as saias aos ténis que inundam as lojas.
CARREIRA EM ASCENSÃO
TALENTO DA MÚSICA NA REPRESENTAÇÃO
No currículo de Luciana Abreu, uma jovem de 20 anos cujo sonho foi sempre cantar, consta a frequência da Escola Contemporânea do Espectáculo do Porto. Em 2003, e durante quase meio ano, integrou o grupo de teatro Seiva Trupe, na peça ‘O Casamento’, onde cantou e interpretou. No ano seguinte foi cabeça de cartaz da peça ‘O Cabaret Carioca’.
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