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Laura Soveral morre e dá o corpo à ciência

Atriz sofria de esclerose lateral amiotrófica, que também vitimou o cantor Zeca Afonso e o físico Stephen Hawking.
Ana Maria Ribeiro 13 de Julho de 2018 às 01:30
Laura Soveral
A atriz na apresentação do filme ‘Os Maias’, de João Botelho, estreado em 2014
Uma cena do filme ‘Uma Abelha na Chuva’, de Fernando Lopes (1972)
Laura Soveral
A atriz na apresentação do filme ‘Os Maias’, de João Botelho, estreado em 2014
Uma cena do filme ‘Uma Abelha na Chuva’, de Fernando Lopes (1972)
Laura Soveral
A atriz na apresentação do filme ‘Os Maias’, de João Botelho, estreado em 2014
Uma cena do filme ‘Uma Abelha na Chuva’, de Fernando Lopes (1972)
Vimo-la na novela brasileira ‘O Casarão’, que passou entre nós em 1978, e, pela última vez no pequeno ecrã na minissérie ‘Os Maias’, de João Botelho, há três anos.

Laura Soveral – a eterna Maria dos Prazeres do filme ‘Uma Abelha na Chuva’, de Fernando Lopes – morreu, esta quinta-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, vítima de esclerose lateral amiotrófica, aos 85 anos.

Num último gesto de generosidade, doou o seu corpo à ciência, para que se possa estudar a doença que matou, entre outros, o cantor português Zeca Afonso e o cientista britânico Stephen Hawking. Não haverá, portanto, cerimónias fúnebres para a mulher que se descobriu atriz em 1964, aos 31 anos.

Nascida em Benguela, em 1933, foi educadora de infância, em Angola, e estudava Filologia Germânica na Faculdade de Letras quando descobriu a sua vocação no Grupo Fernando Pessoa.

Inscreveu-se no Conservatório e rapidamente foi chamada a fazer cinema e teatro. Trabalhou com grandes realizadores, desde Manoel de Oliveira a Miguel Gomes, em mais de 30 filmes. Entre os últimos trabalhos estão ‘Tabu’, de Miguel Gomes, e ‘Cadências Obstinadas’, de Fanny Ardant.

Em teatro colaborou com companhias como a Cornucópia, Teatro Experimental de Cascais, teatros Aberto e Barraca, entre outros, e o seu último papel fê-lo no Teatro do Bairro.

Um texto de Lorca dirigido por António Pires. "Era uma mulher inteligente e culta, que transmitia uma grande calma", diz o encenador.
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