Maria Adelaide Monteiro, mãe do primeiro-ministro José Sócrates, foi a convidada de honra do ‘Herman SIC’ de domingo. Num discurso calmo, mas emotivo, Maria Adelaide abriu o livro da sua vida. Falou de fé, de amor e, sobretudo, da dor que sentiu ao perder a filha. Um testemunho que ganhou ainda mais sentido no dia em que se homenageou as mães.
À conversa com Herman, Maria Adelaide recordou o pior momento da sua vida, quando assistiu à morte da sua filha, Ana Maria, aos 32 anos, vítima de um aneurisma. Uma memória também bastante dolorosa para José Sócrates, que a reconheceu publicamente na primeira entrevista em Agosto de 2004, aquando da sua candidatura à liderança do PS.
“Estava a falar com ela e, de repente, ficou-se, caiu no sofá”, recordou a progenitora, contando ainda que, quando ligou para o antigo 115, olhou para o espelho, que estava ao lado do telefone, e viu “um bicho”. “Se não tivesse conhecimento da verdade, tinha-me morto. Preferia ter ido com ela, mil vezes”, disse, reforçando a sua crença em Deus e a doutrina seguida pela sua Igreja – Testemunhas de Jeová.
Hoje, as saudades que sente da filha são um pouco “apaziguadas” pela presença da neta, Ana Maria, filha de Tozé, irmão de Sócrates, apesar de, segundo ela mesmo dizer, “ninguém substitui ninguém”.
Serena, Maria Adelaide deixou bem claro que é a fé que a move. E essa fé alcançou-a aos 34 anos, quando, certo dia, ao descer a Alameda D. Afonso Henriques, a chorar – “não sei porquê” –, um casal de desconhecidos a abordou, dizendo: “Não chore porque Deus irá secar-lhe as lágrimas”. “Ofereceram-me a Bíblia e, quando a li, vi a verdade”, afirmou.
Actualmente, vive no mesmo prédio de Sócrates – junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa – não faz renda nem malha, mas gosta de ver telenovelas. “Fazem-me esquecer a minha vida”, desabafou, acrescentando ainda que faz “o almoço ao Tozé” e que, quando está aborrecida, vai “até ao Rossio ou ao Jardim da Estrela”.
A mãe de José Sócrates elogiou o filho, enquanto primeiro-ministro, afirmando que ele “esteve muito bem” ao abrir as portas do Palácio de São Bento nas comemorações do 25 de Abril. Uma tradição deixada por António Guterres, que permitiu ao cidadão comum conhecer um pouco da residência oficial do primeiro-ministro. A iniciativa foi um sucesso, com cerca de mil visitantes. Revelou ainda que o filho “não gosta de dinheiro, não quer nada para ele, quer é tudo para os outros”.
Ao CM, Herman José confessou ontem que sentiu “uma paz imensa” ao falar com Maria Adelaide. “Muita serenidade, muita doçura e, sobretudo, a felicidade de poder esbanjar tempo com uma pessoa interessante”, frisou, acrescentando que espera que José Sócrates tenha gostado da entrevista, uma vez que quando soube sentiu “alguma inquietação”. “Nós ficámos rendidos à doçura e lucidez da sua mãe”, concluiu.
HERMAN FALA EM CARINHO DESMEDIDO
Herman José disse ao CM que sente um “desmedido carinho” por Maria Adelaide Monteiro, que conhece “sem grandes intimidades” há sete anos. Sobre a sua presença no programa, sublinhou: “Sendo um programa dedicado parcialmente ao Dia da Mãe, sentimos que seria interessante compartilhar com os nossos espectadores a progenitora do homem que vai guiar os destinos de Portugal durante os próximos anos”.
PROGRAMA FOI O 17º MAIS VISTO
A entrevista de Herman José a Maria Adelaide Monteiro não conseguiu mexer a tabela das audiências. No domingo, o ‘Herman SIC’ voltou a registar níveis baixos, tendo sido o 17.º programa mais visto do dia, com cerca de 520 mil telespectadores (audiência média de 5,5%).
Neste dia, a liderança foi da gala da ‘Quinta das Celebridades’, o programa preferido dos telespectadores, que foi seguido por mais de um milhão e 150 mil espectadores (12,2% de audiência). Ao CM, Herman José disse que a entrevista a Maria Adelaide teve “uma audiência confortável, apesar de a maioria (quase) absoluta ter estado com a ‘Quinta das Celebridades’, cuja pujança e capacidade mobilizadora se mantêm. Não estávamos à espera que fosse doutra maneira”. No total do dia, a TVI liderou, com um ‘share’ de 29,1%.
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