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Marco Galinha adverte que VASP está na iminência de cortar rotas

Empresa refere que não consegue suportar resultados negativos recorrentes no interior do país.

20 de janeiro de 2026 às 16:59

O presidente do Conselho de Administração da VASP afirmou, esta terça-feira, que a empresa está na iminência de cortar rotas, referindo que não é viável distribuir jornais no interior do país.

Marco Galinha falava na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito de uma audição da administração da VASP, a requerimento do grupo parlamentar do Chega sobre a anunciada suspensão este mês da distribuição de imprensa em oito distritos do interior do país.

A VASP "está na iminência de cortar rotas", afirmou Marco Galinha, que referiu que a empresa de distribuição está ao lado dos editores.

Agora, a empresa não consegue suportar resultados negativos recorrentes no interior do país.

"Estamos preocupados com as pessoas no interior", prosseguiu o gestor, referindo que "não é viável distribuir jornais no interior do país".

Por sua vez, o administrador da VASP Rui Moura sublinhou que a empresa "sempre falou com todos os grupos parlamentares" e reuniu-se há 10 dias com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Rui Moura salientou que os custos têm sido absorvidos pela VASP e sublinhou que "desde 2019" que não é viável distribuir jornais no interior do país.

Marco Galinha lamentou a "insensibilidade" que existe para a atual situação e sublinhou que a VASP é "um monopólio natural" porque todos os concorrentes faliram.

"Se vier outra empresa duplica os custos e torna mais inviável a operação", salientou.

Marco Galinha referiu ainda que "proibiram a VASP de falar com o gabinete" do ministro da tutela, Leitão Amaro, sem detalhar.

Recordou que ficou "muito satisfeito" quando o Governo, em outubro de 2024, anunciou o Plano de Ação para a Comunicação Social (PACS), "medidas que de facto são fundamentais para o direto das pessoas comprarem jornais".

O responsável disse ter feito "várias reuniões", nomeadamente com o ministro da tutela da altura, Pedro Duarte, que disse que lançava o concurso para a distribuição em sete semanas.

Acrescentou que o secretário de Estado Abreu Amorim estava "preocupado" com o projeto e que "deixou tudo feito". Mas, "aconteceu o que é típico em Portugal: o Governo caiu e as coisas voltaram à estaca zero", lamentou.

Enalteceu o currículo de António Leitão Amaro, mas disse não saber o que se passou. "Alguma coisa se passou", reforçou.

Marco Galinha referiu que a subida do salário mínimo, que tem um impacto de quase um milhão de euros por ano na VASP, e o fim do grupo Trust in News (TiN) são dois fatores que afetam o negócio.

"A distribuição de imprensa não é venda de pão", sublinhou Rui Moura, em resposta aos deputados, referindo a complexidade da distribuição de jornais.

Marco Galinha referiu ainda que a distribuição "é um negócio que está a sofrer uma transformação" e que a inteligência artificial (IA) não é tudo, em resposta aos deputados.

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