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Correio da Manhã

Tv Media

Pluralismo não está em causa para a TVI

Fraqueza dos media é maior perigo para o setor, segundo administradora da Media Capital.
Pedro Rodrigues Santos 5 de Outubro de 2017 às 09:48
Moderador Gustavo Cardoso, Francisco Pinto Balsemão, Rosa Cullell e Gonçalo Reis, ontem na conferência
Media Capital
Moderador Gustavo Cardoso, Francisco Pinto Balsemão, Rosa Cullell e Gonçalo Reis, ontem na conferência
Media Capital
Moderador Gustavo Cardoso, Francisco Pinto Balsemão, Rosa Cullell e Gonçalo Reis, ontem na conferência
Media Capital
"Tenho a confiança de que Portugal tem reguladores para assegurar o pluralismo" na comunicação social, considera a administradora da Media Capital sobre a operação de aquisição da dona da TVI pela Altice. Rosa Cullell, que falou ao CM à margem da conferência ‘Para onde vai a TV que temos?", ontem realizada no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), destaca que não há o risco de se perder esse pluralismo face a um negócio com estas características.

"O que é realmente perigoso para o pluralismo é a fraqueza dos media", sublinhou, recusando o bloqueio da operação pela Anacom. Recorde-se que a Altice está em vias de comprar a Media Capital à espanhola Prisa por 440 milhões de euros, dois anos depois de ter comprado a PT Portugal (MEO).

"Não ajuda haver um monopólio em potência" com esta operação, discorda Francisco Pedro Pinto Balsemão. O presidente da Impresa, dona da SIC, justifica a oposição pelo impacto que terá sobre a concorrência, por interferir na "independência financeira e económica" de uma empresa que "não tem cultura jornalística".

Gonçalo Reis, presidente da RTP, avança que é missão da empresa prestar um serviço público para todos os cidadãos.

Fundamental para a televisão do Estado é que os equilíbrios do setor sejam salvaguardados. "Há instituições que têm de zelar para que cada meio de comunicação social, público ou privado, continue a desempenhar o seu papel", disse.
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