page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

RTP vai reformular contratos dos 'falsos' recibos verdes

Informação foi avançada pelo Sindicato dos Jornalistas.

09 de fevereiro de 2018 às 15:29

O Conselho de Administração da RTP comprometeu-se a reformular todos os contratos definidos como "prestação de serviços" na televisão pública, avançou esta sexta-feira o Sindicato dos Jornalistas (SJ), em comunicado.

De acordo com o sindicato, numa reunião com o presidente do Conselho de Administração da RTP, o responsável terá usado a expressão "lapso" para explicar a "inaceitável redação dos denominados contratos de prestação de serviços, apresentados nos últimos dias aos jornalistas falsos recibos verdes".

No encontro com a direção do sindicato, "o presidente do Conselho de Administração comprometeu-se a reformular todos os contratos definidos como 'prestação de serviços', assinados ou ainda por assinar", conta o SJ.

"Do novo contrato não constará a Cláusula 7 - 'Integração'", que foi recusada e denunciada pelo SJ no início da semana, lê-se no comunicado.

A referida cláusula sujeitava o trabalhador precário, em pleno processo Programa de Regularização Extraordinária dos Precários do Estado (PREVPAP) "a afirmar que a relação de subordinação com a RTP 'não existirá nem deseja que venha a existir'".

Os serviços jurídicos do sindicato "já estão a analisar a nova proposta do denominado Contrato de Prestação de Serviços que será brevemente apresentado pela empresa a todos os trabalhadores precários, enquanto ainda não há decisão final sobre o processo de integração".

A direção do SJ já tinha alertado os "falsos recibos verdes" da estação televisiva, abrangidos pelo programa de integração dos precários, para não assinarem aditamentos contratuais, temendo o impacto das novas cláusulas.

Na quinta-feira também o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre os contratos de prestação de serviços propostos pela RTP aos falsos recibos verdes, uma "manobra ilegal e inaceitável de pressão" ao condicionar a possibilidade de futuro reconhecimento de um vínculo laboral.

Numa pergunta dirigida aos ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Cultura - e a que a agência Lusa teve acesso - os bloquistas denunciam que os trabalhadores precários da RTP "foram confrontados com um contrato de prestação de serviços no qual estão ínsitas cláusulas que visam constranger a possibilidade de futuro reconhecimento de um vínculo laboral com a empresa".

"Os trabalhadores foram, assim, persuadidos a assinar um contrato de prestação de serviços que pretende supostamente esvaziar o PREVPAP, evitando a candidatura destes trabalhadores", condenam.

A notícia tinha sido avançada quinta-feira pelo Público, tendo o professor catedrático de Direito do Trabalho, Jorge Leite, avançado a este jornal que a cláusula em causa é inválida e "é um hino à imaginação e ao malabarismo".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Vidas

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8