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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Um problema político

Pinto Balsemão, presidente da Impresa e membro do Conselho de Estado, admitiu ontem que a venda da Media Capital aos espanhóis da Prisa pode ser “um problema político”. Depois de uma hora de encontro, a pedido de Jorge Sampaio, Balsemão considerou, contudo, que a “operação em termos empresariais não oferece obstáculos”.

07 de setembro de 2005 às 00:00

O presidente da República quis, assim, ouvir o empresário, ‘patrão’ da SIC e, militante número um do PSD, sobre o ‘estado’ da comunicação social, um dia antes de o Governo se pronunciar sobre este dossiê.

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, vai hoje ao Parlamento esclarecer as dúvidas sobre a atribuição e renovação das licenças de televisão. Os esclarecimentos surgem após a polémica levantada pelo líder do PSD, Marques Mendes, sobre a alegada intervenção do Governo na venda da TVI ao grupo espanhol Prisa.

Na reunião com a Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, solicitada pelo Governo, Augusto Santos Silva, irá explicar que o Executivo, para conferir a estabilidade necessária ao quadro normativo vigente, repôs em vigor o regime de atribuição e renovação de licenças e autorizações para o exercício da actividade de televisão fixado pelo decreto-lei nº237/98. Recusando qualquer ligação entre a aprovação deste decreto com a venda da TVI à Prisa, Augusto Santos Silva, irá relembrar, segundo uma fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares, que a renovação das licenças “não é feita pelo Governo, mas sim pelo órgão próprio, a Alta Autoridade para a Comunicação Social”.

O PSD e o CDS/PP não comentam as afirmações de Pais do Amaral em comunicado emitido anteontem. Marques Mendes, através da sua assessora, fez saber que as questões colocadas “devem ser respondidas pelo Governo”. Já Ribeiro e Castro, presidente do CDS/PP, afirmou que a sua “posição baseou-se nas declarações de Van Zeller” à imprensa e não implicam a Media Capital.

FALSA OPA NA PROCURADORIA

O processo da falsa Oferta Pública de Aquisição (OPA) já está a ser investigada no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, depois da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ter entregue ontem uma queixa contra a LP Brothers, devido à actuação desta na hipotética OPA. Agora, o Ministério Público vai apurar se existem bases para uma acusação.

Recorde-se que a LP-Brothers, empresa espanhola de capital de risco, emitiu, na semana passada, um comunicado em que afirmava ser sua intenção lançar uma OPA sobre a Media Capital, que depois não se concretizou. No dia em que a CMVM anunciou abrir uma investigação, a LP-Brothers disse nunca ter enviado o comunicado.

MARKETING DA IGREJA MANÁ

A Media Capital não comenta as afirmações de Jorge Tadeu proferidas anteontem em conferência de Imprensa. Mas fonte próxima de Pais do Amaral disse ao CM que as intenções da igreja em vir a público manifestar o seu interesse na TVI “não passam de acções de relações públicas negras para suscitar interesse para as suas convenções”. Isto porque a Maná inaugurou anteontem a sua convenção anual no Pavilhão Atlântico.

No ano passado, por altura da sua reunião internacional, a Maná esteve no centro de uma polémica que envolveu os concertos de Madonna agendados para a mesma data, uma vez que havia reservado primeiro o Atlântico. O assunto foi resolvido em negociações com Santana Lopes, presidente da autarquia lisboeta, e John Giddings, empresário de Madonna.

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