Alexandra Solnado: "Eu era ateia. Não acreditava em absolutamente nada"
Alexandra Solnado acaba de editar o livro 'Autocura: o Método - A Luz que Cura', um manual de ajuda e o culminar de um processo de descoberta da espiritualidade que começou quando a filha, Joana Solnado, sofreu de uma misteriosa doença que a deixou em morte clínica.
Acaba de lançar um novo livro, que ‘Autocura: O Método – A Luz que Cura’. Que livro é este?
É um livro de autocura, que não surge por acaso, depois de 25 anos de conexão espiritual. Jesus disse-me sempre: autonomia. As pessoas têm que aprender a fazer por elas próprias, a curar-se. Na realidade, se uma pessoa está muito angustiada ou está com ansiedade ou seja o que for, não vai ficar à espera uma semana pela consulta. O ideal é ter ferramentas para se tratar. Este livro dá essas ferramentas.
E é fácil autocurar-nos?
É um dos métodos mais simples que há. Todavia, não é o facto de eu imaginar que estou a esfregar uma esponja no fígado, que a cura. O que eu estou a fazer com esse método muito simples é a evocar a luz dele. É a luz dele que cura. Ele é um ser de cura e então pegou nas técnicas mais fáceis que existem para que as pessoas não tenham desculpa para não fazer. Tudo passa por acreditar ou, pelo menos, darmo-nos essa chance. É sobre entender que o átomo tem 99,9% de energia e 0,0001% de matéria. Posso evocar a luz mas, na realidade, nem isso é preciso. A luz já está evocada, o que é preciso é parar de a bloquear. Muitas vezes a própria pessoa é o seu maior obstáculo, porque boicota. Por culpa do ego, que se alimenta do medo, da culpa, da violência, da raiva, do drama, do conflito. Temos de equilibrar o ego e a alma.
Acompanhou muito casos de sucesso que lhe permitem afirmar que o método resulta?
Muitos, ou não fazia isto há 25 anos. Há sete anos, por exemplo, uma amiga foi diagnosticada com um cancro no pâncreas. Três meses de vida. E eu resolvi fazer-lhe o que eu sempre fiz. Ditar-lhe exercícios muito simples. Ela nunca tinha meditado, mas começou. Eu ia recebendo os exercícios e ia-lhe dizendo, e ela ia fazendo, ia fazendo, e as metástases começaram a desaparecer. Ninguém conseguia perceber como bem porquê. Continuou a fazer depois da operação e nem sequer chegou a fazer quimioterapia. Ainda hoje me surpreendo com estes resultado e foi até a partir daí que começamos a desenvolver a certificação de terapeutas, as mentorias, a escola da autocura etc.
Acredita-se cada vez mais que o ambiente, os factores externos que afectam o equilíbrio e a mente, nos fazem adoecer. Há maneira de travar esse efeito?
É verdade porque somos feitos de muitos átomos. Essa é precisamente uma das coisas que eu ensino às minhas terapeutas: a consolidação energética. Ou seja, “eu começo aqui e eu acabo aqui”. A outra pessoa “começa ali e acaba ali”. Enquanto médium, vejo muitas vezes as energias todas das pessoas a misturarem-se. É o que acontece por exemplo quando se encontra uma pessoa que está super triste e isso afeta também a nossa energia. Depois a pessoa chega a casa exausta e porquê? Não é só por causa da energia negativa que entrou nela, é por causa da energia dela que saiu. Porque para uma coisa entrar, outra coisa tem que sair, não é? E onde é que está a energia dela? Se entra tudo, às tantas, estão todos lá ‘em casa’ menos a própria pessoa. Acontece por falta de fronteiras energéticas, mas isso a consistência energética é uma questão que se trabalha. E a pessoa deve saber fazê-lo sozinha, deve saber regenerar-se, deve saber fazer crescer a sua essência e ficar bem. Mas isto não é sobre nunca mais “vamos apanhar nada”, não, é sobre ter ferramentas, porque o mundo não está fácil.
Mas a Alexandra nem sempre pensou desta forma, certamente. O que é que a fez despertar para a espiritualidade?
Eu era ateia. Eu não acreditava em absolutamente nada. Nem os meus pais acreditavam. Além, sempre ouvi falar muito mal das religiões e sempre fui avesa aos seus dogmas. Há coisas que eu entento que faziam sentido há dois mil anos mas que hoje já não fazem sentido. Mas recuando no tempo: eu sempre trabalhei muito. E achava que isso é que estava certo. Andava em piloto automático absoluto e isso de ser feliz ficaria para um dia. Um dia, depois, a gente teria tempo para tratar disso, para ser feliz. Só que de repente, um dia, tive um problema que fez tudo isso cair por terra. Tive a minha filha, joana, em morte clínica, com 14 anos. Desmaiou e deixou de respirar. Ficou um mês no hospital. E eu também fiquei lá. Estava desfeita. Houve uma altura em que o coração dela parou – foi quando esteve em morte clínica - e eu comecei a perguntar-me, mas como? Então acabou? Então, mas eu ainda ia ser feliz um dia. Eu estava a trabalhar para ser feliz depois, como éque aquilo ía acontecer? Comecei a ficar de tal maneira fragilizada que comecei a ouvir uma voz. A primeira coisa que a voz me disse foi que tinham sido as minhas escolhas que me tinham trazido até ali. Vais ter que reaprender perceber que aquilo que a vida dá, a vida tira. Ela é a tua filha e agora vais ter que a entregar. E foi aí que eu aprendi o primeiro conceito de todos, que se chama entrega. Nada é teu.
Mas a Joana salvou-se.
Ficou boa, e foi quando tudo começou. Porque eu não fiquei boa. Não sou depressiva porque eu sou sagitário, e o sagitário não se deprime. Mas aquilo não estava nada bom para o meu lado. Como é que uma pessoa pode perder um filho assim? Então, ainda vou ter que viver mais em alerta do que eu vivi até agora e um amigo, que era afilhado da Maria Flávia, uma astróloga cármica, disse-me: “tens de marcar uma consulta com ela, estás a precisar” . E até foi ele que marcou. Ela fez-me ouvir uma cassete. Eu ouvi. E Depois fiz uma consulta de duas horas e meia com ela. E quis aquilo. Foi o momento em que despertei e comecei a estudar astrologia. Depois comecei a dar consultas e, numa quinta-feira da paixão, estava eu a meditar, apareceu Jesus, imenso, a sua cara enorme. E disse-me: “a partir de agora vais ficar aqui e se tiveres dúvidas olhas para cima, que eu estou aqui. E começou a aparecer nas minhas consultas e a indicar-me sempre o que devia fazer.
Nem todas as pessoas acreditam, nem todas reagem da mesma maneira ao que a Alexandra tem para dizer. O que faz quando isso acontece?
Sou de sortuda, porque quem vem para mim já reagiu, não é? Mas reagiu positivamente. Eu não sou a pessoa que ouve as críticas. Até porque também não vou procurar. As ações ficam com quem as pratica. As pessoas podem não reagir bem, podem claro, podem falar mal, mas elas moram ‘ali’. Eu não moro ‘ali’. Não vou tocar à porta delas energeticamente. Vou ficar aqui na minha ‘casa’, sempre a tentar elevar, subir, passar a mensagem, ajudar as pessoas.
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