É a autora portuguesa sobre espiritualidade que mais livros vende no nosso país. Depois de um tempo de desespero, reencontrou a paz absoluta
É a autora portuguesa sobre espiritualidade que mais livros vende no nosso país. Depois de um tempo de desespero, reencontrou a paz absoluta nas respostas que procurava
Correio da Manhã - Fala-me sobre a Terapia da Alma?
Alexandra Solnado - O ser humano vive descolado da sua alma, vive numa perspectiva de que tem de ter carro, tem de ser rico. E passa a ter uma vivência só mental. Nós temos três dimensões: mental, espiritual e emocional e ao negar a emocional estamos a negar a espiritual. Uma pessoa que perde um filho, como eu quase perdi a minha, que tem conflitos em todo o lado, está a atrair sinais, porque se as coisas não estão bem vamos chocar com todos. Então, as perdas acontecem porque a energia não está activa; a Terapia da Alma passa por activar essa energia com uma série de técnicas todas canalizadas.
- O Jesus de que tu falas tanto é uma energia?
- É uma energia, não é um corpo presente.
- Falas muito da Luz nos teus livros. É curioso um texto sobre Los Angeles...
- Em relação ao nome Los Angeles, se fecharmos os olhos tem uma energia fantástica, mas de olhos abertos é horrível.
- Como é que tu vês a luz de Los Angeles?
- Jesus não é o da Igreja Católica. Não é aquele crucificado, cheio de sangue... Deus é tudo e para se manifestar como ser aparece Jesus, que é o mais alto no céu, por isso digo que é a Luz. Quando digo Jesus as pessoas pensam que é o da Igreja Católica e não é, é uma luz tremenda.
- Falas muito no desespero...
- Foi muito complicado a minha filha estar internada e quando me apanhei naquela cama de hospital, com as máquinas todas a fazerem barulho, percebi que os meus conceitos e estratégias para avançar não me tinham levado a bom porto. Foi a partir daí que me apercebi que só posso ter ideias e caminhos que sejam compatíveis com a minha energia e com a minha alma, porque os que são compatíveis com a minha cabeça levam-me para uma cama de hospital. Isto para dizer o quê? Às vezes o desespero e as situações que mudam a vida são a melhor coisa que nos pode acontecer. Hoje considero isso. Àquela hora, naquele minuto, foi a melhor coisa que me aconteceu.
- E a espiritualidade no mundo...
- O mundo está muito estranho. Estive em Nova Iorque a dar duas palestras e uma das coisas que me espantou foi aperceber-me de que está a chegar uma nova era, uma era da cura da alma...
- Uma nova ordem?
- Uma nova ordem, uma ordem mais suave, menos de sofrimento, menos violenta.
- Porque é que não falas em Nostradamus? Não acreditas?
- Não é não acreditar... Eu tenho um conceito que é o de não controlar o futuro. Não quero saber o que é que aí vem.
- Achas que o futuro não pode ser controlado?
- Acho que não. O que eu tenho de fazer é viver o agora e fazer as minhas escolhas para o meu futuro ser melhor.
"OUÇO OS CONSELHOS DO MEU PAI"
CM - Raul Solnado é uma herança pesada?
A.S. - Não. Sinto um orgulho tremendo em ser filha dele, ainda hoje ouço os conselhos que me dava. Penso naquilo que ele me diria agora, porque eu fazia muito isso... Ligava-lhe e perguntava: ‘Pai, o que é que eu faço agora?' Ele diria isto, ele diria aquilo, então é muito interessante viver com essa herança cultural e isso ajuda-me.
- O teu pai disse um dia que Jesus te aconselhava...
- Sim, completamente. O meu pai tem uma história que é muito bonita... Uma vez fui para o Alasca para fazer o meu livro de viagens e ele perguntou-me: ‘Filha, vais para o Alasca sozinha?' E eu disse-lhe: ‘Não, não vou sozinha, vou com Ele'. E então o meu pai contou a um amigo: ‘Vê lá que eu me fui preocupar que a minha filha ia para o Alasca e ela disse-me que ia com Jesus, portanto está muito bem acompanhada'. A pergunta que me fazes é se ele virou crente ou não. Isso eu não sei, mas ele abriu muito aquela cabeça, pedia ajuda, foi muito bom para ele.
PRETO NO BRANCO
Como vês o sucesso da tua filha Joana?
A Joana é fantástica. Eu sou suspeita, mas acho que a Joana é um ser de Luz, é uma miúda espantosa, supertalentosa, superlúcida, superinteligente, supertudo... Acho que ela só tem o que merece.
Ficaste magoada com o final da relação da Joana com o André Cerqueira?
Não. Mas é assim: da mesma forma que a Joana não gosta de falar da vida privada, eu também não falo da vida privada dela.
Vêem-se muitas vezes?
Sim, vim agora da Ásia e ela está lá, fui lá passar o meu aniversário. Temos uma relação muito forte, vemo-nos sempre que é possível.
És uma mulher feliz?
Completamente. Acho que este encontro com a minha alma, com a minha energia, foi a melhor coisa que me aconteceu.
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