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Tão sensual quanto inocente, a dualidade da figura de Monroe continua a fascinar multidões. Conheça um pouco da vida da famosa atriz.
1 de junho de 2026 marca os 100 anos do nascimento de Norma Jeane Mortenson, mas este nome deve dizer-lhe pouco. Com um vestido branco esvoaçante, cabelo loiro ondulado e uma silhueta de cintura bem fina, Marilyn Monroe (nome artístico de Norma Jeane) celebraria o 100.º aniversário esta segunda-feira. Embora a aparência da atriz continue a ser dissecada até ao mais ínfimo detalhe anos após a sua morte, a icónica figura norte-americana sempre foi mais do que uma cara bonita que lutou contra estúdios para ajudar a reescrever as regras de Hollywood para as mulheres.
Uma infância conturbada
A pequena Norma Jeane foi criada num ambiente turbulento, marcado pela doença mental da mãe e instabilidade financeira, explica a EBSCO, uma plataforma de documentação de pesquisa científica. Durante a infância, Mortenson chegou a viver num orfanato.
A câmara adorava Marilyn Monroe
A trabalhar 10 horas por dia por 20 dólares por semana numa fábrica de munições durante a II Guerra Mundial, a jovem Norma de 18 anos foi fotografada com rolo de câmara raro a cores por um fotógrafo da primeira unidade de fotografia do Exército em Culver City, na Califórnia, contou o The New York Times.
David Conover tinha sido destacado para publicar fotografias das mulheres nas fábricas a produzir para a guerra. Quando a imagem foi publicada, o futuro de Norma Jeane em Hollywood começou a ser traçado e assim nasceu Marilyn Monroe.
O sucesso em Hollywood
Foi nos anos 50 que Monroe demonstrou o talento para a comédia e o charme com papéis como 'Os Homens Preferem As Loiras'. A atriz tornou-se símbolo de feminilidade, encorporando a dualidade entre a vulnerabilidade e um 'sex appeal' que cativava audiências.
Não há nada de 'burro' na forma como lutou contra Hollywood
A atriz aprimorou a personagem 'loira burra' e provou ser uma atriz de comédia talentosa. No entanto, chegou um ponto em que Monroe decidiu que não queria mais interpretar os papéis de 'tonta', mas os patrões dos estúdios não autorizaram.
Marilyn decidiu criar a própria produtora, uma ação vista como fulcral para terminar com os contratos restritivos do 'sistema de estúdios', explica a BBC. A produtora foi responsável por uma série de filmes aclamados como 'Paragem de Autocarro'.
Monroe foi ainda pioneira de outras formas. Nos conservadores anos 50, a atriz tinha um discurso positivo sobre a sexualidade e falava abertamente sobre psicoterapia, avança o LA Times.
Um ícone imortal
A morte de Monroe, aos 36 anos por overdose, despertou vários mitos e teorias da conspiração que mancharam o legado como atriz talentosa. Contudo, o impacto persiste.
A figura de Marilyn Monroe mesmo que reduzida por muitos a um símbolo de beleza e sensualidade vai além do que os olhos veem. Sim, Monroe não tinha medo de assumir a própria sexualidade de forma arrojada, mantendo uma inocência e vulnerabilidade numa dualidade que continua a fascinar o mundo.
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