Juan Carlos em guerra com o ex-genro Iñaki Urdangarin
O livro de memórias do rei emérito de Espanha vende muito mais do que o do ex-marido da infanta Cristina.
Quando Iñaki Urdangarin anunciou que ia publicar um livro de memórias, muitos pensaram que ia ser o fim da monarquia em Espanha. Que o ex-marido da infanta Cristina e antigo genro de Juan Carlos teria muito mal para dizer dos reis – dos velhos e dos novos – e que isso seria mau para a Casa Real. Qual quê. O livro ‘Todo lo vivido’ (qualquer coisa como ‘Tudo o que vivi’, em português) vendeu muito abaixo das expectativas e suscitou menos interesse por parte de leitores e críticos do que ‘Reconciliacón’ (‘Reconciliação’), de Juan Carlos, que já vai na sexta-edição.
Só na primeira semana, as memórias do rei emérito venderam 40 mil exemplares. Já o livro de Urdangarin, no mesmo período, vendeu apenas sete mil exemplares – ou seja, mil por dia. Ainda assim, entrou para o top dos 10 livros mais vendidos no país vizinho e a editora (a Grijalbo) mantém boas expectativas face ao desempenho do livro a médio prazo.
Os críticos explicam a diferença com dois fatores fundamentais: em primeiro lugar, Urdangarin não foi completamente honesto no que escreveu e o público não perdoa as ‘mentirolas’. Por outro, ao contrário de Juan Carlos, que recorreu a uma escritora profissional, Iñaki escreveu ele próprio a narrativa, resultando numa prosa menos rica e interessante.
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