page view

Alexandra Fernandes: “É um amor incondicional”

Mãe pela primeira vez há pouco mais de uma semana, a relações públicas, de 39 anos, sonha agora casar e baptizar a filha no mesmo dia.

15 de janeiro de 2011 às 10:30

Mãe pela primeira vez há pouco mais de uma semana, Alexandra Fernandes, de 39 anos, sonha agora casar e baptizar a filha no mesmo dia.

- Foi mãe há uma semana. Como estão a ser os primeiros tempos de vida da Ana Carolina?

- Estão a ser óptimos porque, até agora, ela é uma bebé muito sossegadinha e calminha. Claro que é difícil a adaptação, nunca tinha sido mãe. Todos os dias aprendo coisas novas, mas acho que tenho conseguido lidar com tudo da melhor maneira. Estou é um bocado cansada, como é óbvio, porque é uma adaptação a uma realidade completamente diferente e isso custa ao início.

- Quais são as suas principais inseguranças nestes primeiros tempos?

- Talvez o banho seja o que ainda me faz mais confusão. Tenho muito medo que ela me escorregue. A minha mãe já me disse para lhe dar segurança, mas mesmo assim fico sempre com receio, o que acho que é normal numa primeira maternidade. De resto, estou-me a adaptar bem. Por exemplo, já conheço o choro dela, sei distinguir quando está chateada e quando está com fome.

- Como é que foi quando viu a bebé pela primeira vez?

- Foi uma surpresa, foi tudo muito estranho. Quando a médica ma pôs no colo, acabada de nascer e ainda com o cordão umbilical, foi uma sensação estranha e indescritível. Ainda hoje não consigo passar para palavras a emoção que senti. Mas foi muito forte.

- O seu companheiro [o modelo Tiago Guerreiro] assistiu ao parto?

- Sim, e estava muito nervoso, talvez até mais do que eu. Mas apesar de tudo o que estava a sentir, esteve sempre ao meu lado durante o parto. Ele é muito sensível, não gosta de sangue nem nada dessas coisas, mas esteve sempre ao pé de mim a apoiar-me e a dizer: ‘Força, amor'.

- Tinha medo do momento do parto ou ia tranquila?

- Posso dizer que não ia nervosa e que o parto em si até foi bastante fácil: fiz força umas cinco vezes e a bebé nasceu (risos). Antes de ir para o hospital, mentalizei-me de que, acontecesse o que acontecesse, as coisas tinham de correr bem e eu haveria de estar à altura dos acontecimentos. Acho que isso também ajudou um bocado. Tentei fazer tudo o mais correcto possível e, depois do parto, até brinquei com a minha médica, a dizer: ‘Então isto é que é ter um bebé? Tenho já outro!' (risos). Foi um parto tão descontraído que, quando a minha filha estava quase a nascer, a médica até cortou um bocadinho do cabelo dela para me mostrar e ajudar a descontrair.

- Acha que o facto de ter 39 anos também a ajudou a lidar melhor com tudo isto?

- Sim, também. Por outro lado, ia menos segura, já que, por causa da idade, podia ter complicações e correr alguns riscos. Mas graças a Deus tive uma gravidez e um parto óptimos. Acima de tudo, sinto que o facto de ter esta idade me dá mais maturidade e calma para lidar com a bebé. Claro que também me preocupavam outras coisas, como a emoção que ia sentir quando ela nasceu, a depressão pós-parto... Não sabia como é que isso se ia processar em mim, e a verdade é que no dia a seguir ao parto me senti um bocadinho desorientada, esquisita, com aquela insegurança de não saber se ia conseguir fazer as coisas bem. Mas passou e agora estou óptima.

- Arrepende-se de não ter sido mãe mais jovem?

- Não, porque há uns anos andava sempre de um lado para o outro a trabalhar. Fazia muitas coisas ao mesmo tempo e não tinha vida para ter um bebé. E não quis ter um filho para ser criado por uma ama ou pelos avós, porque mais tarde eles iriam ressentir-se de tudo isso. Esta foi a altura ideal, agora tenho um bocadinho mais de tempo para viver tudo isto de outra forma. E outra maturidade, que também é importante.

- Como é que o Tiago está a lidar com o nascimento?

- Ainda o sinto muito nervoso. Está a aprender, tem muito medo de fazer alguma coisa mal, por exemplo quando a pega ao colo. Mas é normal, também porque, até agora, como estou em casa da minha mãe, ele ainda não teve aquela experiência de estar sempre com a bebé. De resto, está muito babado e diz que esta menina é tudo para ele e que vai dar o seu melhor para ser um pai exemplar.

- Porque decidiu ir nos primeiros tempos para casa da sua mãe?

- Primeiro, porque, como é o primeiro filho, me dá uma segurança maior estar em casa dela. Ainda há alguns aspectos com os quais não me sinto tão confortável. Depois, porque eu e o Tiago estamos a mudar de casa e há alguns pormenores que ainda não estão finalizados. Mas penso que dentro de pouco tempo já vamos poder estar os três na casa nova, o que vai ser óptimo.

- E a Alexandra já sente aquele amor pelos filhos, comum à maioria das mães?

- Sim, é inacreditável. Mas é mesmo um amor incondicional, que vai crescendo todos os dias. Não consigo explicar. Às vezes, dou por mim só a olhar para ela, a contemplá-la. É tudo muito estranho ainda.

- Ser mãe já era um desejo antigo?

- Sempre quis ser mãe, sempre adorei crianças. E acho que parte da realização de uma mulher acontece quando tem um filho. É uma sensação única. Se não puder ter mais, tudo bem, já pude ter um, o que é muito bom.

- Mas pensa ter mais filhos?

- Gostava de ter um rapaz. A minha médica aconselhou-me a esperar dois/três anos até ter o próximo, até para o corpo se restabelecer, por isso vamos ver. O Tiago queria um rapaz porque sempre viveu rodeado de mulheres na família. Mas agora está todo babado com a bebé.

- Com quem é que ela é parecida?

- Gostava que fosse parecida com o Tiago, mas só com o tempo é que se vai ver como é que ela vai ficar. Até agora, não noto grandes parecenças com ninguém. E o que me costumam dizer é que a bebé é parecida com a minha mãe.

- E o nome, quem escolheu?

- Ela era para ser só Carolina - que foi uma escolha do Tiago -, mas quando eu estava na maternidade e olhava para ela só me lembrava daquela música da Ana Carolina, que a dada altura diz: "Não vou parar de te amar, não vou parar de te olhar", que é exactamente a sensação que eu tive. E em parte foi por causa da inspiração dessa música, que retrata a emoção que eu senti, que decidimos pôr Ana Carolina.

- Ao contrário de outros famosos, decidiu mostrar a cara da bebé. Porquê?

- Não vejo qualquer problema nisso. A maioria esconde os bebés nos primeiros tempos e depois, quando eles crescem, mostram--nos. Não vejo qual é a lógica disso. Já quando eu nasci, no hospital militar, porque o meu pai tinha uma patente, saiu uma fotografia minha num jornal a dizer que eu tinha nascido. E até achei piada por causa disso. É uma coisa gira para lhe mostrar no futuro.

- Estão a pensar baptizá-la?

- Sim, mas só quando for maiorzinha. Os bebés nesta idade gostam é de rotina e tudo o que lhes quebre essa normalidade torna-os chatos e chorões. Portanto, baptizado sim, mas com tempo.

- E casar, pensam nisso?

- Nós já tínhamos pensado nisso antes de eu engravidar, mas depois ela apareceu e não ia casar grávida, porque não acho piada nenhuma. Prefiro casar mais compostinha. Por isso, estamos a pensar fazer o casamento e o baptizado no mesmo dia, numa cerimónia religiosa. Gosto das coisas muito tradicionais. Queria casar com um vestido de princesa.

- O que é que sente que já mudou em si com a maternidade?

- Para já, o que sinto é que deixei de ligar a coisas superficiais. Deixei de me chatear com coisas menores e, neste momento, é como se vivesse quase exclusivamente para a Ana Carolina. Tudo é feito a pensar nela. Depois, há as mudanças físicas, mas o corpo vai ao sítio, hei-de voltar a pesar 55 quilos, que era o que tinha antes de engravidar. A nível social, vou passar a seleccionar melhor os eventos a que vou e a estar mais tempo em casa.

- Já está preocupada com a recuperação da forma física?

- Sinceramente, não. Engordei cerca de 15 quilos, sei que ainda estou gorda, mas isto vai ao lugar e não é de um dia para o outro. Não estou preocupada por estar gorda e não vou começar com dietas malucas, até porque o leite é muito importante. Não vou tomar medicamentos para emagrecer nem usar cremes adelgaçantes, porque não vão fazer bem à bebé.

- Quando pensa regressar ao trabalho?

- Para já não penso nisso. Neste momento, quero dar à bebé toda a atenção possível. Depois, com tempo, vou voltando a fazer algumas coisas. Até quase ao fim da gravidez estive a trabalhar e a conduzir, com uma vida activa, mas agora quero ir com calma.

- Com a bebé pequena, preocupa-a não ter tanto tempo para se dedicar à sua relação e namorar?

- Isso é muito importante. Quando engravidei, é óbvio que a minha preocupação central passou a ser a bebé, mas também continuo a pensar em mim. Durante a gravidez, nunca me desleixei. Às vezes até me arranjava mais, porque sei que isso também é importante para o Tiago. Como é óbvio, têm de nos ver assim, com uns quilos a mais, mas isso não quer dizer que me desleixe. Quero continuar a ter tempo para estar a sós com o Tiago. Por exemplo, agora, para o Dia dos Namorados, estou a pensar em deixar a bebé com a minha mãe e preparar uma coisa mais romântica para os dois.

Fotogaleria de Alexandra Fernandes

INTIMIDADES

- Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

- O Tiago. Ainda temos de fazer o nosso jantarinho para comemorar o nascimento da nossa filha.

- Não consigo resistir a...

- Leite com chocolate. Sei que nesta altura em que estou a amamentar não devia abusar do chocolate, mas de vez em quando não faz mal.

- Se pudesse, o que mudava em si, no corpo e no feitio?

- No feitio era a teimosia, porque gosto sempre das coisas à minha maneira. No meu corpo, agora que está completamente alterado, só queria que voltasse ao normal.

- O que não suporta no sexo oposto?

- A arrogância de alguns homens e o machismo.

- Qual é o seu pequeno crime diário?

- Não se pode considerar um crime, mas talvez o facto de ter sempre de limpar e hidratar a pele de manhã e à noite. Mesmo que chegue cansada e muito tarde, não abdico de o fazer.

- O que seria capaz de fazer por amor?

- Já fiz muitas coisas malucas, gosto de surpreender. Ainda agora, como tenho estado em casa da minha mãe, pensei em fazer uma surpresa ao Tiago e aparecer em casa com um miminho para ele, mas ainda não consigo deixar a bebé.

- Complete. A minha vida é...

- Muito rica e mais preenchida desde o nascimento da Ana Carolina.

PERFIL

Alexandra Fernandes tem 39 anos e desde cedo se distinguiu no mundo social como modelorelações públicas, organizando eventos com caras conhecidas do mundo cor-de-rosa. Formada em engenharia alimentar, está neste momento a tirar uma pós-graduação. Namora com o modelo Tiago Guerreiro, de 26 anos.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8