Figuras conhecidas dos portugueses estão a ajudar quem mais precisa e a apelar ao esforço de todos.
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Os famosos estão a mobilizar-se em massa para acudir, na medida das suas forças, às populações mais afetadas pela sucessão de tempestades que não tem dado tréguas ao País e está a deixar, além de um rasto de destruição de bens e infraestruturas, mortos e feridos a lamentar. Entre os vários apelos que têm sido feitos nas redes sociais, há quem se lance à estrada para tentar minorar o sofrimento dos portugueses mais afetados pelo mau tempo – sobretudo no centro do País. Filomena Cautela foi uma delas, admitindo, muito embora, o carácter simbólico do seu gesto. “Levei o que podia, mas não é nada perante as necessidades”, lamentou. “Continua a ser necessária água e alimentos, fraldas e toalhitas, entre lonas e telhas”, acrescentou.
Dias antes, a atriz e apresentadora tinha “explodido” contra o Governo, apontando a insensibilidade de quem mantinha em funcionamento o sistema de portagens nas regiões afetadas. “Porque é que uma zona já decretada como estado de calamidade está rodeada de portagens ativas para qualquer pessoa que queira entrar ou sair?”, questionou. Coincidência – ou talvez não – no dia seguinte o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciava a suspensão, por uma semana, das cobranças, para que a ajuda chegue mais depressa a quem precisa.
Quem também esteve no terreno de devastação foi a atriz Bárbara Norton de Matos, que passou por Figueiró dos Vinhos e confessou ter-se sentido “impotente” perante o cenário de destruição que encontrou. “Vi coisas que me deixaram de coração apertado”, revelou. “Pessoas cansadas, tristes... A vontade de ajudar mais é enorme. A impotência também...” A atriz levou garrafões de água e cinco sacos de bens (que comprou com a ajuda dos seguidores) e rumou “às casas mais isoladas”. “Não consigo parar de pensar nos velhinhos”, desabafou.
Sandra Silva também esteve em Leiria no fim de semana. A atriz e criadora de conteúdos digitais e o marido, João Borges, juntaram-se a um grupo de amigos e voluntários e rumaram àquele distrito para distribuir “quase mil euros de coisas”, mas também dinheiro, uma vez que, sem luz, os multibancos ficaram inutilizados e as populações sem forma de aceder aos seus fundos. “É mil vezes pior do que o que vemos nas redes [sociais]”, observou. “Uma das dezenas de casas em que batemos à porta, abriu uma senhora desesperada. Com água a entrar em casa há dias, sem luz. Tentámos ajudar, ouvimos, e o João ainda conseguiu isolar um bocadinho a chaminé”, partilhou. Ao fim de 16 horas, voltou a casa, em Mafra, retendo da experiência uma sensação agridoce. “Com o sentimento de que pouco fizemos para tamanha necessidade”, notou. “O meu coração ficou lá, em cada abraço, em cada lágrima em cada vida que vi destruída”, sublinhou.
Com emoção, a atriz Carolina Loureiro reagiu à tragédia que está a atingir Portugal continental. Natural da Guia, Pombal, foi-lhe doloroso ver a terra onde nasceu arrasada pela chuva e pelo vento. “O que vi não se esquece”, garantiu. “Casas desfeitas, campos destruídos, gente exausta. Vidas perdidas. Quem vive ali já conhece bem a dor. Os incêndios, o medo, as perdas. Desta vez foi esta tempestade que veio de forma violenta. Como nunca”, observou, deixando elogios a quem “aparece sem ser chamado, que ajuda no que pode, que carrega, que limpa, que fica”. “Mas é preciso mais”, apontou. “Mais mãos. Mais materiais. Mais ajuda agora. Isto não é um desabafo bonito. É um pedido real. Quem puder ajudar ajude. Quem não puder partilhe”, apelou.
E à voz de Carolina Loureiro têm-se juntado muitas outras, como as de Fernando Ribeiro, dos Moonspell, e de Sónia Tavares, da banda The Gift. O casal, que tem estado a ajudar os voluntários nos pontos de recolha de bens, apela à solidariedade de todos. “Sei bem que estamos a passar por um período muito difícil. Sei bem que Alcobaça não foi tão afetada como as outras regiões do distrito de Leiria, e por isso mesmo queria pedir a vossa ajuda, para que estes nossos vizinhos possam reerguer-se”, disse Sónia Tavares num vídeo partilhado com os fãs. “Apelo às empresas de construção, aos supermercados, a vocês: qualquer coisa é melhor que nada. Por favor, mobilizemo-nos e façamos que isto aconteça: por Leiria, por nós”. A cantora deixou números de contas bancárias oficiais para as quais podem ser feitos donativos para as vítimas do mau tempo, pedindo para que ninguém se esqueça das associações animais.
No meio de tudo, há quem tenha sido diretamente afetado pelo temporal. José Cid viu a casa parcialmente destruída pela queda de um pinheiro na sequência do mau tempo e está a viver com o coração nas mãos. “Ainda nem tive coragem de voltar a entrar na capela. O vento, neste momento é o grande inimigo”, desabafa o cantor de 84 anos. Também o centro de treinos de Pedro Bianchi Prata, localizado no Carregado, ficou alagado e impraticável, o que levou o piloto – e noivo de Maria Botelho Moniz – a desabafar sobre os dias difíceis que se vivem.
“A tempestade deixou marcas em todo o país e também por aqui o Offroad Center ficou completamente alagado”, escreveu. “Já começámos a reparar, a tirar a água das pistas, mas nada disto se compara ao que tantas pessoas estão a viver: famílias desalojadas, sem luz, feridos e, tragicamente, vidas perdidas. Os nossos pensamentos estão com todos os que estão a sofrer nestes dias difíceis”, acrescentou, terminando com um “Força Portugal! Juntos somos mais fortes!”.
E se a atriz Jessica Athayde se juntou ao esforço coletivo com uma contribuição de 500 euros para a Caritas Leiria (que, na quarta-feira, 4 de fevereiro, já tinha angariado quase um milhão de euros para ajudar as vítimas das tempestades), o humorista António Raminhos teve uma ideia bem original: “Em troca da doação de materiais de construção... eu, o Marco Horácio e o Luís Filipe Borges estamos disponíveis para fazer um show na vossa festa de natal da empresa, team building ou orgia. Empresas interessadas e pormenores enviem mail”, anunciou.
Os atores Marina Mota e José Raposo juntaram as suas vozes ao coro de quem pede a solidariedade de todos. O ator e encenador está a apelar à entrega de bens não perecíveis em várias localidades e agradeceu a quem está no terreno – escuteiros, bombeiros e pessoal militar – para ajudar quem precisa. “Obrigado a todos os que estão a ajudar. E que provam, mais uma vez, quão solidário é este País”, concluiu.
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