Matcha ou café: Qual será a escolha mais saudável?

Ambas as bebidas têm benefícios para a saúde, no entanto, apresentam algumas diferenças.

13 de maio de 2025 às 19:08
Matcha Foto: Pexels
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O matcha, um ingrediente com um tom verde e tradições centenárias, costuma ser descrito como um alimento benéfico para a saúde. Mas o que é que o separa do chá verde comum ou do café? 

Como o chá verde e o chá preto, o matcha vem da camellia sinensis, conhecida como a planta-do-chá. A diferença reside no modo como a planta é cultivada e processada. Enquanto o chá preto é feito a partir da planta fermentada e o chá verde é simplesmente a planta seca, o matcha é cultivado à sombra durante várias semanas antes de ser colhido, segundo o jornal Independent

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Este método único de cultivo aumenta a concentração de certos compostos, como a clorofila e os aminoácidos, o que atribui ao matcha um sabor distinto e uma cor vibrante. As folhas são depois secas e moídas, daí o nome japonês que, traduzido de forma literal, significa “chá em pó”. 

Apesar de ser associado principalmente à cultura japonesa, na verdade, o matcha surgiu na China e foi levado para o Japão, no século XII, por monges budistas que o usavam para ajudar na meditação. Ao longo do tempo, o “chá em pó” tornou-se um ícone da cultura japonesa, sendo bastante utilizado em cerimónias formais de chá. 

Em termos de saúde, o matcha oferece grande parte dos benefícios do chá verde graças à alta concentração de antioxidantes. No entanto, o pó oferece uma dose ainda mais concentrada destes compostos. 

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O matcha pode ter, então, efeitos antioxidantes, antimicrobianos, anti-obesidade e até anti-cancerígenos e pode promover melhorias na função cerebral, alívio de stress, saúde do coração e regulação do açúcar no sangue. 

Contudo, a maioria dos estudos sustentam-se em ensaios de laboratório feitos em células ou animais, em vez de ensaios clínicos em humanos. Por isso, embora as pesquisas iniciais tenham potencial, estão longe de ser incontestáveis. 

Há uma coisa que se sabe: o matcha contém mais cafeína que o chá verde e menos que o café. A cafeína em si tem benefícios comprovados quando consumida em moderação, como a melhoria da concentração, do humor, do metabolismo e até reduz o risco de certas doenças como o Alzheimer e Parkinson. 

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No caso da cafeína, não se pode adotar uma postura de ‘quanto mais, melhor’, porque doses muito elevadas podem ter efeitos secundários como insónias, ansiedade e pressão arterial elevada.  

Comparando o matcha ao café, é possível perceber que ambos oferecem propriedades antioxidantes e benefícios cardiovasculares semelhantes. Porém, o café já foi estudado de forma mais aprofundada, o que permite aconselhar as pessoas de forma mais clara: três a quatro cafés é a dose diária recomendada.

Para o matcha, a dose diária é uma a três chávenas, provavelmente devido aos níveis elevados de antioxidantes. 

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Estes compostos podem interferir com a absorção de ferro, principalmente a partir de alimentos de origem vegetal. Deste modo, consumir ambas as bebidas em grandes quantidades, nomeadamente perto da hora das refeições, pode aumentar o risco de ter anemia, uma doença provocada pela falta de ferro. 

É por isso que os especialistas recomendam desfrutar destas bebidas pelo menos duas horas antes ou depois das refeições, principalmente para pessoas que sigam uma dieta mais vegetal ou que sejam mais propensas a níveis baixos de ferro. 

Outro elemento a ter em consideração é que tanto o café como o matcha são levemente ácidos e podem causar desconforto digestivo ou refluxo em pessoas com o estômago sensível.  

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Ainda assim, o matcha pode ser uma melhor opção para pessoas com ansiedade. Ao contrário do café, o chá em pó contém L-teanina, um aminoácido que promove o relaxamento e pode neutralizar os efeitos da cafeína no sistema nervoso. 

Tanto o matcha como o café têm benefícios para a saúde e a escolha correta depende das necessidades e preferências de cada um. Por um lado, o café já foi mais estudado e pode ser ideal para quem tolera bem a cafeína. Por outro, o matcha é uma boa opção para quem pretende consumir menos cafeína, mantendo os benefícios dos antioxidantes.

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