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Artigo exclusivo

Constança Braddell luta pela vida nos cuidados intensivos há mais de uma semana

Doente com fibrose quística está com “prognóstico incerto e reservado”.

04 de julho de 2021 às 01:30

Aos 24 anos, Constança Braddell, que luta contra a fibrose quística (doença associada a problemas pulmonares), sofreu um revés no seu estado de saúde, com uma complicação geral do quadro clínico.

Está internada, há uma semana e meia, numa unidade de Cuidados Intensivos e “apresenta um prognóstico muito incerto e extremamente reservado”.

O relato foi feito pela família, através das redes sociais, sublinhando que a jovem está a lutar pela vida. “O que está a suceder com a Constança é inesperado e nunca antes ocorrido no seu panorama clínico.”

Em declarações à CMTV, o médico Rui Nogueira explicou que a principal consequência provocada pela doença é “a permanência de infeções”. “Estes doentes correm permanentemente risco de vida.”

Em março, após um apelo desesperado, Constança conseguiu ter acesso a um medicamento inovador, o Kaftrio, para tratar a doença. No entanto, de acordo com os médicos, há uma série de riscos associados. “A utilização de medicamentos inovadores tem sempre esta perspetiva de risco devido à falta de tempo para observarmos reações. Temos de estar sempre com o alerta de ter surpresas”, explicou Rui Nogueira.

Em Portugal estão diagnosticados cerca de 400 doentes com fibrose quística. O pneumologista Luís Rocha explicou que a doença leva a um prognóstico delicado, mas que há “doentes que chegam aos 50 anos”. As infeções respiratórias continuadas são a principal causa de morte. “Levam a uma resistência dos antibióticos.”

Kaftrio usado em 14 doentes

Usado em vários países, o medicamento inovador Kaftrio foi aprovado para 14 doentes em Portugal, depois de Constança Braddell ter feito um apelo desesperado, que se tornou viral, para ter acesso ao fármaco.

Por se tratar de um medicamento recente, o médico Rui Nogueira alerta para a necessidade de investigação e não descarta pedido de ajuda aos países que apliquem o medicamento em doentes há mais tempo.

"Seguramente que os médicos podem pedir ajuda a outros profissionais em contexto internacional."

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