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"Arrependimento? Nenhum deles assumiu o que está nos autos", diz advogado

Guilherme Oliveira, defesa de um dos agressores de Alcochete, diz que o seu cliente só foi à Academia pedir a vitória na Taça.

18 de maio de 2018 às 15:40

Guilherme Oliveira, advogado de um dos 23 detidos na sequência da invasão à Academia do Sporting na terça-feira, afirmou esta sexta-feira que nenhum dos suspeitos, que acederam a falar em tribunal, "assumiu o que está nos autos" do processo, afirmando que o seu cliente, ouvido ontem, apenas se deslocou a Alcochete para pedir a vitória no jogo da final da Taça de Portugal, a disputar-se domingo. 

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"Arrependimento? Nenhum deles assumiu o que está nos autos", diz advogado

"Não acredito em terroristas a chorar baba e ranho. Se sou avisado que vão à minha casa e deixo a porta aberta, acha que é um ato terrorista? Muitos destes jovens estavam lá para pedir para ganhar o jogo. Porque é que uns entraram dentro do edifício e outros não? ", referiu o advogado.

"A maioria destes jovens estudam ou trabalham, alguns até tem empregos de atendimento ao público. Naturalmente alguns taparam a cara de forma mais preocupada", justificou Guilherme Oliveira o facto de os adeptos terem entrado na Academia de Alcochete encapuzados.   

Questionado sobre se o seu cliente se sentia instrumentalizado, o advogado respondeu: "Pode ser acusado de ter tido a ideia idiota de lá ter ido."

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