Quem o garante é Paulo Macedo.
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O novo presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, considerou esta sexta-feira "bastante robusto" o plano de recapitalização e reestruturação do banco público desenhado pela anterior administração, de António Domingues, afirmando que a administração que lidera o vai executar.
Plano de recapitalização da CGD é "bastante robusto"
"Parece-me um plano bastante robusto, um plano que já foi aprovado, submetido, divulgado e partilhado com diversos 'stakeholders' [interessados] e nesse sentido estamos confiantes de que é um bom plano para a Caixa", disse Paulo Macedo aos jornalistas, no final de uma visita à agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) nas Amoreiras, em Lisboa, que durou cerca de 40 minutos.
O gestor - que entrou em funções em 02 de fevereiro - disse que a nova Comissão Executiva da CGD ainda irá fazer uma avaliação mais aprofundada sobre o plano desenhado para a Caixa, mas também considerou que é importante cumprir aquilo que foi acordado com as autoridades europeias, nomeadamente a Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, considerando que aumentará a "solidez" do banco público e reforçará a confiança de depositantes e restantes clientes.
"Há várias tarefas a realizar, desde logo um plano de capitalização que vai permitir [à CGD] ser mais sustentável, mais sólida e ficar com dos melhores rácios de capital em termos de instituições bancárias", afirmou o ex-ministro de Saúde do anterior governo do PSD/CDS-PP.
Macedo foi ainda questionado sobre a saída de cerca de 2.000 trabalhadores nos próximos anos, tendo afirmado que está no plano essa redução de pessoal e que o objetivo é cumpri-la.
"Confirmo. Esse número está no plano. O Conselho de Administração que entrou há dois dias irá analisar e verá quais é que são os aspetos a complementar ao plano. Agora há um compromisso já estabelecido e não faz sentido que sucessivas administrações estejam sempre a alterar os compromissos do Estado português, que é por algo maior, a solidez da Caixa", afirmou.
O gestor acrescentou ainda que, independentemente deste plano, haveria sempre necessidade de adaptar a CGD aos novos tempos, para ter uma "melhor análise de risco" e "melhores infraestruturas para servir os clientes".
A nova administração da CGD - que sucede à liderada por António Domingues, que saiu no final de 2016 na sequência de várias polémicas, após apenas quatro meses de mandato - conta com Emídio Rui Vilar como presidente do Conselho de Administração e Paulo Macedo como presidente da Comissão Executiva.
Já os vogais executivos são Francisco Cary (anteriormente administrador do Novo Banco), João Tudela Martins (que integrava a administração anterior da CGD, liderada por António Domingues), José de Brito (quadro da Caixa), José João Guilherme (ex-administrador do Novo Banco), Nuno de Carvalho Martins (que saiu do Ministério das Finanças) e Maria João Carioca, que por ainda estar ligada à bolsa de Lisboa (de que é presidente) só iniciará funções em 06 de março.
Esta equipa de administradores executivos ainda deverá ser alargada, nomeadamente com a integração de Carlos Albuquerque, ex-diretor do departamento de supervisão do Banco de Portugal.
Por fim, da nova equipa de gestão da CGD falta ainda conhecer os restantes administradores não executivos, uma vez que para já só está nomeado Rui Vilar, como 'chairman'.
A CGD está em processo de recapitalização num montante de cerca de 5.000 milhões de euros (dos quais 2,7 milhões de euros de injeção direta do Estado) que servirá para que o banco assuma maiores níveis de imparidades (perdas potenciais, nomeadamente com créditos), cumpra rácios de capital (indicadores de solvabilidade da instituição) mais exigentes e ainda faça face aos custos de reestruturação.
Prevê-se que o banco entre num processo de mudança comercial e operacional, que incluirá a saída de mais de 2.000 trabalhadores nos próximos anos, nomeadamente através de acordos mútuos.
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