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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Montenegro sugere “personalidades portuguesas” para mediar paz com a Rússia

Primeiro-ministro diz que há portugueses que poderiam ajudar negociações.

19 de junho de 2026 às 01:30

O primeiro-ministro chegou esta quinta-feira a Bruxelas sem querer entrar em “concursos” para nomes que poderiam mediar a Paz entre a Ucrânia e a Rússia, mas não resiste em dar uma pista. “Há algumas personalidades portuguesas que fariam muito bem esse papel”, atirou à entrada da reunião do Conselho Europeu, onde também se sentou Zelensky. Nomes ainda não há, mas nesta reunião dos 27 Estados da União Europeia há a certeza de que o apoio é unânime, o que “não aconteceu nos encontros anteriores” devido à posição do ex-PM húngaro Viktor Orbán. Esta é a primeira reunião com o novo primeiro-ministro da Hungria, Péter Magyar. 

 A grande dúvida desta cimeira é saber o caminho para a Ucrânia entrar na UE. Portugal está disponível para “aprofundar instrumentos que possam integrar de forma transitória os países candidatos”, explica o primeiro-ministro, ainda que não exista um modelo fechado. António Costa também sublinha que os 27 estados-membros "são unânimes no suporte à Ucrânia” e Von Der Leyen vai mais longe e acredita que “durante o verão possam ser abertos novos capítulos” para a entrada do país na UE. Uma frase que mereceu o agradecimento de Zelensky que considera que este “é um momento muito bom” para Kiev.

Pela primeira vez desde há vários meses, o encontro em Bruxelas terá dois dias e esta sexta-feira vai ser, possivelmente, o mais duro. Os Estados Membros vão debater as contas do Orçamento da União. Se no início Portugal estava a perder milhões, agora está numa posição “melhor do que antes na sequência de uma carta” que Montenegro enviou à Comissão, explica. Face aos primeiros rascunhos, o nosso país irá receber mais 1500 milhões de euros, mas a negociação ainda não terminou e os cortes vão ser reais, com os países do norte a defenderem reduções maiores. O objetivo é fechar o assunto até ao final do ano, para que as eleições em França, por exemplo, não adiem o debate, o que poderia levar a que a Europa ficasse sem Orçamento e tivesse de ser gerida em duodécimos.

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