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Farfalha condenado a 14 anos de prisão

O tribunal de Ponta Delgada condenou, esta quarta-feira, 14 dos 18 arguidos do processo de abuso sexual de menores da Lagoa, Açores, a penas entre os 14 anos de prisão efectiva e dois anos de pena suspensa. ‘Farfalha’, o principal arguido no caso, foi sentenciado à pena mais elevada.

27 de abril de 2005 às 12:46

José Augusto Pavão, um pintor de construção civil conhecido por 'Farfalha', foi condenado a 14 anos de prisão por 13 crimes. Trata-se da a pena mais elevada decidida pelo Tribunal de Júri, composto por três juizes e quatro jurados.

O médico Luís Arruda, que foi delegado de saúde no concelho da Lagoa, foi condenado à pena de prisão de três anos.

Na leitura do acórdão do processo de pedofilia que envolveu 18 arguidos, o Tribunal de Ponta Delgada absolveu três acusados, enquanto um outro arguido ficou sujeito ao pagamento de multa.

O caso remonta ao final de 2003, quando a Polícia Judiciária deteve o primeiro suspeito neste processo, José Augusto Pavão, dono de uma garagem em Lagoa, que servia de base para práticas de abusos sexuais a menores. Nos meses seguintes sucedeu-se a detenção de mais 17 homens da ilha de São Miguel. Os 18 homens foram constituídos arguidos sob acusações de diversos crimes de natureza sexual - desde abusos sexuais de menores, actos sexuais e homossexuais com adolescentes e exibicionismo – que afectaram cerca de 20 vítimas. O julgamento teve início a 14 de Março, à porta fechada, e terminou hoje com a leitura do acórdão pelo juiz Araújo de Barros.

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