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Homem que disparou contra dois vizinhos em Braga diz que só os queria assustar

Acusado de homicídio defende em tribunal que apenas quis "dar uma lição" às vítimas, com nove tiros.
Lusa 29 de Outubro de 2018 às 12:28
Caçadeira
Arma, caçadeira, tiro, disparo
Caçadeira
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Caçadeira
Um homem acusado de tentativa de homicídio por ter disparado sobre dois vizinhos em Braga, em outubro de 2017, negou esta segunda-feira qualquer intenção de matar, confessando que apenas quis "dar uma lição" às vítimas.

No início do julgamento, no Tribunal de Braga, o arguido, de 49 anos, assumiu a autoria de nove disparos de caçadeira, mas sublinhou que escolheu "os cartuchos mais fraquinhos" de entre os cerca de 350 que tinha em casa e que apontou para o chão/portão e não para os vizinhos.

"Tinha em casa zagalotes e balas, mas carreguei a arma com os cartuchos mais fraquinhos. Aquilo não mata, eu nunca quis matar ninguém, apenas queria dar-lhes uma lição", referiu.

Disse que já não falava há uns seis anos com os vizinhos, irmãos, que estes "faziam pouco" dele e que uns dias antes dos disparos tinham tido novos desentendimentos, por causa do retrovisor de um carro.

O arguido acrescentou que, no dia dos factos, 26 de outubro, os dois vizinhos e outros dois homens o esperaram à porta de casa, na rua Sá de Miranda, na cidade de Braga, tendo então sido agredido a murro e pontapé.

"Fugi e perdi o juízo", contou. Foi a casa, pegou na caçadeira do pai, carregou-a e efetuou "nove disparos", mas, sublinhou, nunca apontando para as vítimas.

"Sou caçador desde pequeno, conseguia acertar nos fios da eletricidade ou nas asas das borboletas. Se os quisesse matar, matava-os. Mas essa nunca foi a minha intenção", reiterou, num depoimento sempre muito emotivo e efusivo.

Um dos vizinhos foi atingido e ficou ferido numa perna, circunstância que o arguido atribuiu a um eventual "ricochete".

Disse ainda que nunca imaginara que os cartuchos conseguissem furar o portão, como acabou por acontecer.

"Os cartuchos não prestavam para nada", afirmou.

Após os primeiros três disparos, o arguido foi a casa duas vezes recarregar a arma, tendo sido então que as vítimas se refugiaram dentro de uma garagem.

Os disparos provocaram danos no portão e numa viatura que estava estacionada dentro da garagem.

O arguido, que está em prisão preventiva, responde por dois crimes de homicídio, na forma tentada, e um crime de dano.
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