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INEM só funcionava com muitas horas extra

Ex-diretor executivo do SNS e antigo diretor do INEM do Norte ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito.

26 de março de 2026 às 18:14

O ex-diretor executivo do SNS António Gandra d'Almeida, que está a ser ouvido esta quinta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito ao INEM disse que o instituto "só funcionava com muitas horas extra e prestação de serviços, tal como o resto do SNS".

No Parlamento, Gandra d'Almeida, que antes de ser DE-SNS foi diretor regional do Norte do INEM, explicou que o INEM "precisa de ajuda há algum tempo" e que se tivesse havido investimento em meios humanos e materiais nos últimos anos, o INEM funcionaria melhor.

Aos deputados, Gandra d'Almeida explicou que existe georreferenciação nas viaturas de emergência médica, "mas nem todas as VMER têm e não funciona em todas as ambulâncias". O antigo responsável do INEM do Norte referiu que se todas as viaturas tivessem georreferenciação "a ativação e operacionalização de meios seria muito mais simples".

Sobre os problemas no Instituto, Gandra d'Almeida apontou a falta de recursos humanos, instalações e equipamentos atualizados. "Não houve a atualização necessária a acompanhar o crescimento da operacionalidade e da atividade do INEM", afirmou, em resposta ao deputado Francisco Sousa Vieira (PSD).

Sobre a greve no INEM em outubro/novembro de 2024, Gandra d'Almeida, na altura DE-SNS, afirmou que teve conhecimento da greve, mas que não se recorda como. "Não tenho memória de ter falado com o INEM sobre o impacto da greve, mas não compete à DE-SNS dizer a um instituto público como há-de atuar", afirmou, após as perguntas da deputada Marina Gonçalves (PS).

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