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Morte de juiz atinge coração da Lava Jato

Teori Zavascki preparava-se para aceitar as denúncias feitas por 77 executivos da Odebrecht contra mais de 200 políticos.

21 de janeiro de 2017 às 09:34

A morte do juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro Teori Zavascki num acidente aéreo, na quinta-feira, atingiu a Operação Lava Jato no coração. Teori comandava a parte política da Lava Jato e preparava-se para aceitar as denúncias feitas por 77 executivos da Odebrecht contra mais de 200 políticos, entre eles o presidente Michel Temer e os antecessores Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Sem Teori, relator dos processos desde 2014, as homologações desses depoimentos, previstas para fevereiro, foram adiadas por tempo indeterminado e, dependendo do novo relator, poderão nem mesmo ser aceites. Com isso, essas revelações, tão destrutivas que já eram chamadas "as denúncias do fim do mundo", podem demorar meses a ser investigadas.

Todos os outros processos contra políticos que estavam nas mãos de Teori também ficam paralisados até à escolha de um novo magistrado para a Lava Jato, que pode ser indicado por Michel Temer, o que pode demorar meses, ou ser escolhido pela presidente do Supremo Tribunal, Carmen Lúcia, numa decisão mais célere.

Mas mesmo neste último caso, o novo relator vai precisar de muito tempo para se inteirar com profundidade de um dos maiores processos da história da Justiça brasileira e para confirmar ou revogar as decisões tomadas por Teori. E há sempre o risco de o escolhido não ter a mesma interpretação e o mesmo rigor do que o falecido juiz.

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