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Oposição da Bielorússia alerta sobre perigos de Prigozhin em Minsk

Líder do Grupo Wagner foi para aquele país devido a um acordo para pôr termo à rebelião que promoveu com os seus mercenários na Rússia.

29 de junho de 2023 às 11:04

A dirigente da oposição da Bielorrússia, Svetlana Tikhanovskaya, avisou esta quinta-feira que o líder da Wagner, empresa de mercenários russa, e o Presidente bielorrusso "não são aliados e podem ser desleais um contra o outro".  

"A qualquer momento, o (Presidente Aleksandr) Lukashenko pode trair [Yevgeny] Prigozhin ou Prigozhin pode trair Lukashenko. Eles não são aliados. Não confiam um no outro", afirmou Tikhanovskaya.

Prigozhin chegou à Bielorrússia na terça-feira, de acordo com o anúncio do Presidente Lukashenko.

O empresário russo, líder do grupo Wagner, foi para a Bielorrússia no âmbito de um acordo negociado com Moscovo para pôr termo à rebelião que promoveu com os seus mercenários na Rússia.

 Tikhanovskaya, que reivindicou vitória sobre Lukashenko nas eleições presidenciais de 2020, salientou que ainda "há muito por esclarecer" sobre o alegado acordo.

Para a dirigente da oposição bielorrussa, exilada na Lituânia, a decisão de Lukashenko de ajudar Vladimir Putin é um gesto de conveniência pessoal para salvar o regime de Minsk. 

"Não agiu para salvar a face de Putin, nem para salvar Prigozhin, nem para evitar que a guerra civil rebentasse na Rússia", afirmou.

"(Lukashenko) só se preocupou com a própria sobrevivência pessoal, porque Lukashenko sabe que, se as fações da Rússia entrarem em conflito, ele pode pagar o preço", disse.

"Se os combatentes de Prigozhin invadissem a Bielorrússia em grande número, poderiam ameaçar a Europa", acrescentou.

"A presença do próprio Prigozhin ou do grupo Wagner no nosso território é, antes de mais, uma ameaça para o povo bielorrusso e para a nossa independência", declarou Svetlana Tikhanovskaya.

Yevgeny Prigozhin, antigo aliado do Kremlin e empresário que criou o exército privado mais poderoso da Rússia, recrutou milhares de reclusos para combater na Ucrânia, além dos combatentes contratados destacados na Síria, África e América Latina.

No final da semana passada, liderou uma rebelião armada em território russo.

A líder da oposição da Bielorrússia avisou que o oligarca russo pode vir a usar as forças da empresa Wagner para reprimir ainda mais qualquer dissidência no país.

"Ele é a pessoa que trouxe violadores e assassinos para a nossa terra", acusou.

Tikhanovskaya criticou ainda a "falta de atenção do Ocidente" sobre a situação na Bielorrússia, cada vez mais sob o domínio de Moscovo. 

A falta de uma resposta firme da "comunidade internacional" sobre a transferência de armas nucleares da Rússia para a Bielorrússia encorajou Moscovo e Minsk.

"Ainda estamos à espera de uma resposta à instalação de armas nucleares no nosso território. Quando o mundo permanece em silêncio num momento tão importante, os ditadores encaram o silêncio como uma fraqueza", considerou.

 

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