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Correio da Manhã

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Pai de Ahmad avisou polícia que filho era terrorista

Suspeito de ataques em Nova Iorque teria sido investigado há dois anos.
20 de Setembro de 2016 às 17:42
Caderno de Ahmad
Caderno de Ahmad

Ahmad Khan Rahami já poderia estar debaixo de olho das autoridades norte-americanas há pelo menos dois anos. Anos antes de se tornar o principal suspeito dos ataques à bomba em Nova Iorque e Nova Jérsia, já o pai de Ahmad avisava a polícia de que o seu filho era terrorista. 

Na altura, o pai fez a afirmação em Nova Jérsia durante um episódio de violência doméstica em que Ahmad foi detido por esfaquear o irmão. Esteve preso três meses.

A denúncia à polícia deu origem a uma investigação por parte do FBI, garante o jornal New York Times. No entanto, o organismo só fez uma avaliação rápida do comportamento do suspeito, pois o pai acabou por confessar que tinha chamado terrorista ao filho num momento de ira.

Apesar disso, o pai garante que não tinha ideia do que o filho estava a preparar e, entrevistado mais tarde, voltou garantir que, afinal, o filho não era terrorista nenhum.

O certo é que, quando foi capturado pela polícia, em Nova Jérsia, Ahmad teria consigo um caderno de apontamentos, onde os investigadores encontraram frases de apoio às causas jihadistas. 

Numa zona do caderno, que foi furado por uma bala durante o tiroteio com a polícia, Rahami escrevera sobre "matar os infiéis". O resto estaria praticamente indecifrável, ou não estivesse o caderno coberto de sangue derramado por Ahmad. 

Para além desta peça, outro manuscrito está a ser analizado pelo FBI. Trata-se de uma nota que o suspeito terá deixado com a segunda bomba, que não chegou a detonar em Nova Iorque. Diz a NBC New York que a nota, ainda sob investigação, contém diversas referências a vários episódios de terrorismo, nos EUA e no estrangeiro. 

Entre os ataques citados estão menções à Maratona de Boston e a um bombista da Al-Qaeda. Sob anonimato, um agente conta que as frases contidas na nota "não fazem sentido e não têm ligação entre si". 

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