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Liga dos Bombeiros diz que o Estado falhou em Pedrógão Grande

Jaime Marta Soares aponta "responsabilidades políticas" na tragédia onde morreram 64 pessoas.
Lusa 6 de Julho de 2017 às 19:41
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares
Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares
Jaime Marta Soares

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses disse esta quinta-feira que o Estado falhou no incêndio que começou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho, fogo que provocou a morte a 64 pessoas e mais de 200 feridos.

"Há responsabilidades políticas. O Estado falhou. O Estado falhou, não só neste processo [incêndio de Pedrógão Grande], como em outros. Tem de se analisar tudo isto", afirmou Jaime Marta Soares à agência Lusa.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses esteve hoje numa reunião em Pedrógão Grande, num encontro que juntou o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e as corporações de bombeiros daquele concelho e ainda de Figueiró dos Vinhos, Góis e Castanheira de Pera.

"Não podemos escamotear e não podemos esquecer os responsáveis políticos na área da floresta. Há quase 50 anos que vivemos em democracia e infelizmente os portugueses nunca tiveram a sorte de ver que fossem escolhidas pessoas com competência para a floresta. Os fogos evitam-se, não se combatem", sustentou.

Marta Soares diz que informações dadas ao primeiro-ministro são parciais
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses disse hoje à agência Lusa que as informações que estão a ser dadas ao primeiro-ministro, António Costa, sobre os incêndios, "são com alguma parcialidade".

"Sem me querer imiscuir em discussões político-partidárias, porque não é essa a minha função, entendo que as informações dadas ao primeiro-ministro são com alguma parcialidade. Sinto que não lhe estão a dar informações corretas", afirmou.

Jaime Marta Soares proferiu estas afirmações à margem de uma reunião que teve hoje em Pedrógão Grande, com o Instituto nacional de Emergência Médica (INEM) e as corporações de bombeiros daquele concelho e ainda de Figueiró dos Vinhos, Góis e Castanheira de Pera, na sequência das 25 questões colocadas pela presidente do CDS/PP ao Governo, sobre o incêndio que provocou a morte 64 pessoas e ferimentos em mais de 200.

Explicou que, quando se fala num determinado tempo em que entrou a Proteção Civil distrital e nacional, referenciando-se que foi só sete horas depois do início do incêndio, "apetece-me dizer e refiro de forma consciente o que estou a dizer, que a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) deve assumir sempre a sua responsabilidade de comando, haja êxito ou, porventura, inêxito em relação a essas situações".

"Por isso, parece-me que a informação que as informações que estão a ser dadas são de uma certa parcialidade e eu não posso aceitar esse tipo de situações", concluiu, sem concretizar quem é que está a dar essa informação parcial a António Costa.

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