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"Razão tem o PCP em defender uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia": Jerónimo de Sousa faz discurso de encerramento na Festa do Avante

De acordo com o líder do PCP, "a festa mais uma vez traduziu-se num enorme êxito".

04 de setembro de 2022 às 18:38

O secretário-geral comunista considerou este domingo que os Estados Unidos, Bruxelas e a NATO, "com a cumplicidade do Governo português", tudo estão a fazer para continuar a guerra na Ucrânia, sem qualquer preocupação pelas condições de vida das populações.

No início do seu discurso no comício de encerramento da 'rentrée' comunista, Jerónimo de Sousa foi direto ao tópico da guerra na Ucrânia.

"A escalada da guerra na Ucrânia e a espiral de sanções impostas pelos Estados Unidos da América, a União Europeia e a NATO, com a cumplicidade do Governo português, são indissociáveis da desenfreada especulação e aumento dos preços da energia, dos alimentos e de outros bens de primeira necessidade, do ataque às condições de vida dos povos, arrastando o mundo para uma ainda mais grave situação económica e social", sustentou o dirigente comunista perante os participantes da Festa do Avante!.

Na ótica do secretário-geral do PCP, "a realidade está a demonstrar quem tudo faz para que a guerra não termine" e também "quem tudo faz para acumular lucros colossais com a sua continuação", referindo-se à indústria do armamento e às multinacionais do setor da energia.

Seis meses depois do início da invasão russa à Ucrânia, Jerónimo de Sousa fez questão de deixar, mais uma vez, vincada a posição do partido, antes de passar para o tema seguinte: "Razão tem o PCP ao estar desde a primeira hora do lado da paz e contra a guerra, razão tem o PCP ao defender uma solução política para o conflito".

O outro lado, argumentou, está a fomentar o "incitamento ao ódio" e a "exacerbação da xenofobia".

Jerónimo de Sousa também criticou a "estratégia de confrontação do imperialismo" cujas consequências, advogou, são as populações que pagam.

Um pouco por todas as partes do recinto são visíveis 'banners' com apelos à paz, algo em que o PCP insistiu nesta edição para se descolar das críticas de alinhamento a favor da guerra e com o Kremlin.

"Paz que só será possível com justiça e que tem de ser conquistada a par com a luta contra a exploração e a opressão", completou.

A 46.ª edição do certame político-cultural do jornal comunista e 'rentrée' do partido começou na sexta-feira e termina hoje.

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