O azeite Gallo é a principal exportação portuguesa para o Brasil e está presente em cerca de três dezenas de países. A sua estratégia passa por desenvolver a categoria do azeite no mercado para depois liderar, pelo que procura mercados que tenham dimensão
A Gallo é hoje a primeira marca portuguesa de azeite no mundo e uma das maiores e mais conhecidas marcas globais do setor. Mais de 80% das vendas da Gallo são feitas em cerca de 30 países, com predominância para o Brasil, a Polónia, a Colômbia e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). As vendas da Gallo cresceram cerca de 55% nos últimos anos, para cerca de 300 milhões de euros anuais.
“O azeite Gallo é a principal exportação portuguesa para o Brasil, mas esta história de sucesso demorou muito tempo até correr tão bem como agora. Em contas rápidas, exportamos quase 10% das exportações totais portuguesas para o Brasil”, disse António Casanova, CEO da Gallo Worldwide e da Unilever-FIMA, no programa Economia Sem Fronteiras, do canal Now, apresentado por Miguel Frasquilho. Lembrou ainda que tudo isto começou “há cerca de 120 anos com Victor Guedes, criador da Gallo, que registou a marca em 1919”.
A atual história de resiliência e transformação da Gallo está ligada aos atuais acionistas, a Unilever e a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que detém 56,16% da Jerónimo Martins, e começou no final do século XX, há cerca de 30 anos. “A ideia tem sido desenvolver este mercado de duas formas. Desenvolver a categoria e liderá-la. É uma lógica que tem sido genericamente implementada, sendo que, por exemplo, o mercado brasileiro foi um mercado bastante difícil e resultou em lucros muito baixos, ou até em prejuízos”, garante António Casanova.
Como explica António Casanova, “a primeira prioridade é sermos maiores onde já estamos. A segunda prioridade é semear novos mercados”. Mas esta é condicionada “à liberdade económica e financeira para desenvolvermos mais mercados, o que nos últimos anos temos conseguido. Por exemplo, tornámo-nos líderes na Polónia e já somos a segunda marca na Colômbia”. Nestes dois mercados foram alavancados pela estrutura de distribuição da Jerónimo Martins, mas António Casanova sublinha que no Brasil, onde são líderes, ou na Venezuela, onde foram líderes quando esta tinha outro tipo de economia, não tiveram esse apoio.
António Casanova explica que “não somos exportadores, internacionalizamos”. Não estão interessados em vender meia dúzia de paletes de azeite para a Alemanha ou para as ilhas Samoa. “O nosso foco é entrar no país, desenvolver a marca e o mercado e ganhar a liderança desse país. Não negamos a hipótese de vender pontualmente, mas não é esse o nosso foco. Mais do que exportadores de azeite, internacionalizamos marcas”.
Acrescenta que a Gallo se quer posicionar em mercados com dimensão, em que o negócio da Gallo possa tornar-se relevante. “Mercados com uma capitação de azeite que possa crescer não só porque é uma tendência mundial, mas também pelo crescimento de determinadas classes e pelas noções de alimentação saudável, que tipicamente ajudam o azeite”, sublinha António Casanova. Remata que “escolhemos um determinado número de atributos que achamos que são importantes para, a prazo, conquistarmos uma posição de relevância que se sustente. O mercado tem de ter um mínimo de dimensão económica para podermos investir na marca e na categoria”.
António Casanova salienta ainda que existe uma adaptação aos diferentes países. “Temos uma lógica de marca e um portefólio, mas o portefólio que apresentamos na Polónia não é exatamente o portefólio do Brasil ou da Colômbia”, assinala António Casanova.
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