Prémio Pessoa faz peça sobre juiz Neto de Moura
Tiago Rodrigues pegou no caso do polémico magistrado e escreveu um texto que vai estrear em Viena, na Áustria.
O historial do juiz Neto de Moura – que se tornou polémico por causa das suas decisões a favor de homens acusados de violência doméstica – vai ser usado como fonte de inspiração para a peça ‘Catarina e a beleza de matar fascistas’, que Tiago Rodrigues estreia em maio, no Wiener Festwochen, em Viena, na Áustria.
O encenador e diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), em Lisboa – galardoado na última sexta-feira com o Prémio Pessoa – conta que, em palco, o juiz "é raptado por um grupo de atrizes e atores". E especifica que esse juiz é precisamente Neto de Moura.
"Em ‘Catarina e a beleza de matar fascistas’ não estamos apenas a contar uma história que mistura realidade e ficção. Estamos a ensaiar o verdadeiro rapto que poderá ser levado a cabo depois de o termos imaginado no teatro", afirma o criador.
"Em palco, Neto de Moura é interpretado por um ator, mas tudo o que vemos poderá acontecer ao verdadeiro Neto de Moura. Ou seja, o rapto é ficcional, mas apenas por agora", acrescenta, com ironia.
Depois de Viena, ‘Catarina e a beleza de matar fascistas’ integra a programação desta temporada do TNDM II - deverá estrear em Lisboa no dia 04 de junho (mantendo-se em cartaz até 14). No elenco, estão os nomes de António Fonseca, Beatriz Maia, Isabel Abreu, Marco Mendonça, Pedro Gil, Romeu Costa, Rui M. Silva e Sara Barros Leitão.
O estilista José António Tenente assinará os figurinos deste espetáculo.
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