"A beleza é uma atitude. Não há mulheres feias, há apenas mulheres que não se sabem produzir", palavras de Estée Lauder que, da palavra passou ao acto e do acto a um império de cosmética que, desde os anos 50, se mantém até hoje no 'top' dos maiores entre os grandes.
Estée Lauder, recorde-se, faleceu no sábado em Nova Iorque, aos 97 anos, isto, de acordo com o porta- -voz do grupo porque a sua fundadora nunca revelou a data de nascimento... Vaidade feminina ou 'marketing', a verdade é que a ela se devem os inumeráveis produtos cosméticos que ajudam, sempre ajudaram, gerações de mulheres a trocar as voltas ao tempo.
E, de viagem no tempo, vamos encontrar Estée Lauder, nascida Josephine Esther Mentzer no ambiente de classe operária de Queens, Nova Iorque. Durante a década de 30, a jovem lança-se no mercado de venda directa dos cremes faciais produzidos nos fundos da casa onde vivia com o tio, John Schotz, e testados por si própria.
Convencida e determinada, a jovem tratou de se apresentar em todos os salões de beleza que lhe saíam ao caminho, propondo à clientela demonstrações gratuitas.
Foi a própria Estée Lauder que, um dia, disse, em resposta à receita do sucesso: "O produto vale por si e fala por si. Se tiver qualidade, ela é a sua melhor publicidade".
Depois dos salões de beleza, as grandes superfícies. A estratégia inicial passava por brindes de oferta que rapidamente se revelaram dispensáveis. Os produtos valiam por si.
Em 1930, do casamento com um homem de negócios de nome Joseph Lauter, nasce o filho Leonard, hoje à frente do negócio que viria a ser império a partir do nome do pai, a seu tempo alterado para Lauder.
Com efeito, Estée Lauder é marca registada desde 1953 e 'Youth Dew', perfume e óleo de banho, a primeira gama de produtos. Míticos.
UMA ESTETA DE FORMAS E CONTEÚDOS
Estée Lauder, a linha de cosméticos baptizada como o nome da sua mentora é apenas uma das muitas que fizeram o multimilionário império. Clinique, Aramis, Precriptives e Origins são outras tantas e não há no Mundo homem ou mulher que não lhes reconheça, no mínimo, o 'invólucro: entre o azul e o verde, segundo Lauder, por assim combinar com o 'décor' de qualquer casa de banho... Uma esteta! Ao longo dos anos, embalagens e produtos foram sendo melhorados e o mercado ampliado, sendo apontados como sucessos maiores as fragrâncias 'White Linen' e 'Cinnabar', a linha masculina 'Aramis' e a antialérgica e sem perfume Clinique. Único rival à altura, Charles Revson e a sua Revlon, sempre nos calcanhares mas não mais perto de Lauder. Discreta por natureza ou estratégia, o mais perto que se chegou da verdade sobre Estée Lauder está na autobiografia, de 1985, em resposta à biografia não autorizada, pouco antes publicada.
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