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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

"Dei-lhe uma palmada"

Randy Phillips diz que bateu em Michael Jackson para o acordar do torpor alcoólico.

14 de junho de 2013 às 01:00

No sexto dia do julgamento da empresa AEG Live, acusada pela mãe de Michael Jackson de ter negligenciado os sinais de perigo que pairavam em torno do cantor antes da sua morte, em 2009, o diretor-geral Randy Phillips admitiu em tribunal ter batido no músico.

O episódio terá ocorrido a 5 de março de 2009, dia em que Jackson dava uma conferência de imprensa em Londres para anunciar a minitournée ‘This is It’.

Nesse dia, diz Randy Phillips, Michael ter-se-á embebedado e não queria sair do quarto de hotel, com medo de que ninguém aparecesse na conferência.

"Fiquei a transpirar em bica", recorda o diretor-geral da AEG. "Fui lá e gritei com ele. Disse-lhe que estavam três mil fãs e 350 agências noticiosas à espera, e dei-lhe uma palmada no rabo. Como faria um treinador desportivo", revelou.

Segundo Phillips, o facto de a conferência se ter dado "foi um milagre". Menos de 4 meses depois, Jackson estaria morto, de overdose de Propofol. Katherine Jackson reclama que a AEG seja responsabilizada pela contratação do médico Conrad Murray, que forneceu o anestésico ao filho. A empresa quer provar que o cantor estava fora de controlo.

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