Banda de João Melo apresenta-se no Music Station, em Lisboa, para relembrar êxitos passados e apresentar temas novos.
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Depois do último concerto em 2003, a Fúria Do Açúcar está de volta ao ativo. A banda de João Melo que se destacou na década de 1990 e início dos anos 2000 por percurso muito singular cruzando música, teatro e sátira social numa linguagem própria, regressa na noite desta sexta-feura aos palcos com um concerto no Music Station, em Lisboa. "A ideia de regresso partiu dos músicos que ao longo dos anos me iam ligando a desafiar. Numa desses vezes falaram-me de um agência que estava interessada em nos agenciar e proporcionar um regresso como deve ser. Percebi então que havia uma vontade de voltar que não era só nossa, que havia um movimento maior. E depois de muito tempo cedi e respondi: 'Contem comigo'. A partir dai foi uma bola de neve", conta João Melo ao CM.
Para o espetáculo desta noite, 'A Retomada da Pastilha', o vocalista promete "um concerto que traz de volta o imaginário que as pessoas têm de nós mas ao mesmo tempo adaptado àquilo que somos hoje". Por outras palavras, o grupo vai recuperar "os grandes êxitos do passado, tal e qual como as pessoas ainda se lembram, mas também alguns temas novos". As novas canções, garante, "têm a matriz da Fúria do Açúcar, leves e divertidas com algum pensamento critico por detrás. São temas sobre os tempos que correm, desde a loucura das redes sociais à falta de memória".
Os ensaios, diz João Melo levaram-no a ouvir de novo as músicas que já não escutava há muitos anos e a redescobrir que afinal a Fúria do Açúcar até estava bem à frente do seu tempo. "Na altura o que fazíamos era de forma muito orgânica, mas hoje é interessante ver as coisas que já fazíamos".
Nos últimos anos, João Melo andou por fora do país, pelo oriente, em Macau, Hong Kong e Dubai, ligado à área dos investimentos ("vivi experiências inacreditáveis"), mas há muitas memórias da Fúria do Açúcar que não se esquecem como "o primeiro concerto no Chapitô, quando ainda era eu com dois atores"; dois anos depois "já em formato banda" ("consegui enganar músicos muito bons", diz entre risos) ou a exposição mediática. "A partir de 96 quando lançámos o primeiro álbum, de um dia para o outro passámos a ser conhecidos. Até ai acho que éramos apenas um grupo de culto do circuito de bares".
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