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Il Divo regressam a Portugal sete meses depois da morte do mais influente cantor do grupo

David Miller fala ao CM da dor da perda de Carlos Marín, das memórias que ficaram e confessa que os Il Divo estiveram perto do fim.

23 de julho de 2022 às 10:08

Ainda a chorar a morte de Carlos Marín (cantor de 53 anos morreu a 19 de dezembro, vítima de Covid-19), os Il Divo apresentam-se este sábado no Multiusos de Gondomar e no domingo na Altice Arena, em Lisboa. David Miler, Urs Bühler e Sébastien Izambard trazem um cantor convidado.

Depois de um período tão dramático para os Il Divo, como é que se volta aos palcos?

Depois do que aconteceu, tudo teve de ser repensado para esta digressão. Rapidamente percebemos que o novo espetáculo tinha que ser montado à volta do Carlos.

Como assim?

Cada canção escolhida, por exemplo, tem uma ligação sentimental ao Carlos. Mas não só. Em palco, passamos muito tempo a contar histórias sobre ele e sobre o que significava para nós. Queremos que o público saia da sala a lembrar-se dele e de como foi a sua vida.

Como é que lidaram com a notícia da morte do Carlos?

Foi devastador, não só pelo facto de o termos perdido, mas também pelo facto de não termos podido ir ao funeral e estar com ele um último momento. O Sébastien e o Urs também apanharam Covid e tivemos de estar todos afastados. Tivemos de lidar com tudo sozinhos.

Que saudades ficam?

Há muitas coisas no Carlos das quais eu sinto já saudades. Para começar, ele era um cantor fenomenal, dos melhores barítonos que conheci em toda minha carreira. Trabalhar com um artista daquele calibre foi um privilégio para mim.

Para quem não o conhecia, que características acha que melhor o definiam?

O Carlos tinha um sentido de humor muito peculiar. Era um mestre a fazê-lo. Às vezes quando andávamos em viagens, cansados, ele tinha sempre uma piada para dizer. Era também muito inteligente como homem de negócios e fez muito pela nossa empresa.

Pensaram em desistir?

Sim. Houve uma altura em que pensámos que era o fim, mas depois fomos recebendo comentários de fãs de todo o Mundo a implorar-nos para seguir em frente e isso deu-nos alento e força.

Neste regresso convidaram um outro cantor para assumir o lugar do Carlos. Quem é este novo elemento dos Il Divo?

Neste momento é a pessoa certa para o lugar. Chama-se Steven LaBrie, é meu amigo e há dez anos que trabalhávamos juntos em espetáculos de ópera. Eu sabia que ele tinha na voz o poder que precisávamos. Só faltava saber se ele queria cantar as nossas músicas. Há muitos cantores de ópera que não querem mais nada se não ópera. Só que na primeira conversa que tivemos ele disse-nos logo: “Vamos lá tentar.”

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