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Correio da Manhã

Cultura
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Madonna: "Rebelde é quem faz perguntas"

Madonna, a eterna rainha da pop, tem um novo disco de originais. 'Rebel Heart' é um dos registos mais aguardados do ano.
Miguel Azevedo 14 de Março de 2015 às 15:19
'Rebel Heart' promete ser um álbum à imagem da cantora: profundamente polémico
'Rebel Heart' promete ser um álbum à imagem da cantora: profundamente polémico FOTO: DR
Polémica, sedutora, icónica, histórica, arrebatadora, Madonna é e será sempre o centro das atenções, seja porque decide mostrar um seio ao Mundo ou porque cai de costas ao vivo no decorrer dos Brit Awards. Aos 56 anos,Madonna volta a agitar o universo pop, colocando no epicentro das atenções o novo disco 'Rebel Heart,' um trabalho que nasceu da simplicidade de querer fazer canções que pudessem ser cantadas à guitarra e que redundou em mais um tratado pop, ora elétrico, ora com melodias à antiga. Um disco cheio designificados e palavras-chave.

Rebeldia. "Um rebelde é alguém que faz perguntas, que protesta demais, ou talvez não o suficiente, mas que contesta convenções e não escolhe o caminho mais fácil. É por isso que Martin Luther King, Nelson Mandela, Bob Marley e John Lennon foram pessoas que mudaram o Mundo. Eles andaram em contramão. Não se pode ser rebelde e depois não se assumir as consequências."

Espiritualidade, religião e sexo. "São assuntos que devem ser dissecados e desafiados. Eu estou constantemente a tentar chegar a um ideal de espiritualidade, religião e sexualidade. São temas frequentemente deturpados na sociedade, que tanto são usados para ajudar as pessoas a crescer e a sentirem-se poderosas, como são usados para manter as pessoas em baixo e para as prender."

Opiniões. "Tenho de ter opiniões. Que mais nos resta a nós artistas? Estamos a viver numa época em que as figuras pop não estimulam as pessoas para terem opiniões."

Letras. "Em todos os meus discos escrevo músicas reveladoras dos meus sentimentos, mas às vezes não gosto de ser tão literal. Gosto de ser mais misteriosa. Depende do estado de espírito em que estou."

Erros de interpretação e inimigos. "Acho que quando as pessoas procuram algo de mau, conseguem sempre encontrar. Estamos a viver numa sociedade literalista fundamentalista, onde não pode haver qualquer dualidade. Ninguém tem sentido de humor. Tudo são valores superficiais. Se as pessoas vão perceber a minha música? Eu prefiro acreditar que as minhas canções vão encontrar o público que é suposto encontrarem. As pessoas que não entenderem, tenho a certeza que vão conseguir encontrar algo de que gostem."

Declarações cedidas em exclusivo pela editora Universal
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