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Ministra diz que prémio para Gonçalo M. Tavares é "dia histórico" para a Cultura

É a primeira vez que este prémio, com uma dotação de 50 mil euros, é atribuído a um autor português.

03 de março de 2026 às 14:04

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, congratulou-se esta terça-feira com a atribuição do Prémio Formentor das Letras, de Espanha, ao escritor Gonçalo M. Tavares, dizendo que é um "dia histórico" para a cultura portuguesa.

"A decisão unânime do júri reconhece justamente a ousadia e a singularidade do escritor", escreveu a ministra na rede social X.

A fundação espanhola Formentor anunciou esta terça-feira a atribuição do Prémio Formentor das Letras 2026, por unanimidade, ao escritor português Gonçalo M. Tavares.

É a primeira vez que este prémio, com uma dotação de 50 mil euros, é atribuído a um autor português.

Segundo a ata do júri, Gonçalo M. Tavares recebe este prémio "pela ousadia com que construiu uma narrativa alheia às tentações do óbvio e por contar a epopeia paradoxal do desvio contemporâneo".

O escritor português "pertence à genealogia literária dedicada a contar o reverso da realidade", defendeu o júri, constituído por escritores, críticos, editores, académicos e outras personalidades ligadas à literatura, de diversas nacionalidades, como a italiana Elide Pittarello, o britânico Gerald Martin ou a espanhola Pilar del Río, presidente da Fundação José Saramago.

Gonçalo M. Tavares, nascido em 1970, é um escritor e professor universitário português, autor de obras como "Jerusalém" (2005), "Aprender a rezar na era da técnica" (2007), "Uma Viagem à Índia" (2010), "Atlas do Corpo e da Imaginação" (2013) e o mais recente "O fim dos Estados Unidos da América" (2025).

Multipremiado e aclamado pela critica internacional, Gonçalo M. Tavares tem obras traduzidas e publicadas em mais de 50 países e adaptadas a projetos diversos como peças de teatro, objetos artísticos, vídeos de arte ou ópera.

O Prémio Formentor das Letras, assim como a Fundação Formentor, foram criados em 1961, por um grupo de editores europeus como Carlos Barral, Claude Gallimard o Giulio Enaudi, para dar "continuidade aos encontros culturais iniciados em 1930" nas ilhas Baleares (na ilha de Formentera), tendo como mecenas duas famílias espanholas (Barceló e Buadas), segundo a informação da própria entidade na página oficial na Internet.

Entre os autores distinguidos no passado por este prémio há vários nomes de referência da literatura mundial, incluindo escritores que posteriormente receberam o Nobel da Literatura, como Samuel Beckett, Saul Bellow, Annie Ernaux e László Krasznahorkai.

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